E o Brasileirão, hein? Ficou mesmo para a última rodada, no próximo domingo, a decisão sobre qual time levantará a taça 2010.
Os jogos de hoje embolaram ainda mais a tabela de classificação, tanto no topo quanto na rabeira.
Na ponta, São Paulo levou de 4 a 2 do Goiás, no Serra Dourada, e perdeu a liderança para o Flamengo, que fez o dever de casa ao bater o Corinthians em pleno Pacaembu, por 2 a 0. Para completar a amargura do tricolor paulista, o Internacional virou para cima do Sport Recife, por 2 a 1, na Ilha do Retiro, e o Palmeiras deu de 3 a 1 no Atlético Mineiro, no Palestra Itália. Resultados que jogaram o São Paulo para a 4ª colocação, atrás ainda de Inter, 2º, e do Verdão, 3º. Todos têm 62 pontos e, portanto, são candidatíssimos ao título. E o Cruzeiro... Bem, o Cruzeiro deu de 4 a 1 no Coritiba e subiu uma posição à frente do Galo.
Na zona de rebaixamento, Sport Recife e Náutico já caíram. As duas vagas restantes serão supridas por Santo André, Botafogo, Coritiba, Vitória ou Fluminense.
Mas o que deixou Minas em polvorosa foi mesmo o desempenho de seus dois representantes no campeonato. Enquanto o Cruzeiro goleou o Coritiba por 4 a 1, no Mineirão, o Atlético acumulou a 4ª derrota seguida, dessa vez para o Palmeiras.
Sobre isso, valem dois comentários.
O primeiro é que o Cruzeiro abafou. Foi mais longe que o mais otimista torcedor pensaria, sobretudo após a perda da Libertadores 2009, em pleno Mineirão, no último mês de julho. A Raposa perdeu o rumo, enfrentou várias crises. Uma delas com o antipático Kléber. O atacante que, nas vésperas de jogo com o Palmeiras, visitou a Mancha Verde para festejar. O que não se sabe até hoje. Resultado: o Cruzeiro perdeu por 2 a 1, numa partida cheia de erros de arbitragem, Kléber foi vaiado, mostrou-se descontente no time e antecipou cirurgia no púbis, que o tirou em definitivo do Brasileirão deste ano.
Mas não é que o Cruzeiro, após a saída de Kléber, melhorou? Começou o Returno com a bola toda, venceu quase todas fora de casa e, não fosse deslizes imperdoáveis como permitir o empate a Vitória - que fez dois gols nos acréscimos -, Avaí e Grêmio nos minutos finais, os celestes poderiam, sim, conquistar o título.
Sem contar que, atualmente, o time dirigido pelo técnico Adilson Batista está quebrado, com jogadores aos montes no Departamento Médico. Dispõe de apenas dois atacantes, sem reservas. Dificuldade que, para alegria da torcida, trouxe à baila o talento de Eliandro, buscado às pressas nas categorias de base. Por essas e por outras é que o Cruzeirão do meu coração merece todo aplauso do mundo. Tem pinta e pose de campeão. Ainda que não chegue ao G-4.
O segundo comentário é sobre o arquirrival Atlético. O técnico Celso Roth, que chegou meio desacreditado, inclusive por parte da torcida alvinegra, levou o time às alturas. Os méritos do treinador, aliás, vão além porque, segundo grande parte dos comentaristas de rádio, principalmente, o Galo não possui lá um elenco tão competitivo, a ponto de disputar o título.
Mas no futebol não há lógica nenhuma e a qualidade dos times deixou muito a desejar. Apesar das gritantes limitações, a diretoria alvinegra fez contratos de peso. O maior deles é, sem dúvida, o craque Diego Tardelli, sério concorrente a artilheiro da competição. Fez dupla com Éder Luiz e infernizou a defesa dos adversários. Depois veio Ricardinho, um lançador excepcional, que faz a diferença em qualquer clube que atue.
Só que o Atlético voltou a sofrer de um mal terrível, que o persegue há tempos. Nada, nada, nada e... morre na praia. Piorou de rendimento justo na fase decisiva do Brasileirão. Não soube, por exemplo, administrar a derrota para o Flamengo que, a meu ver, sacramentou o fracasso do time de Roth. Depois da queda diante do rubro-negro, no Mineirão, o Galo perdeu o rumo por completo. Não se encontrou até hoje. Não bastasse dar adeus ao título, que não comemora desde 1971, também não disputará a Libertadores 2010.
A Celso Roth, entretanto, a torcida do Galo deve reverências mil. Provou ser bom naquilo que faz. Tanto que manteve o time no topo durante oito rodadas, todas no 1º turno.
Foto: Jorge Gontijo/EM/D.APress
O Brasil chora a morte do produtor de cinema Herbert Richers, ocorrida ontem, 20 de novembro. Principalmente aqueles que, como eu, cinéfilos incorrigíveis desde a mais tenra idade, saboreou inúmeras vezes a qualidade das dublagens feitas pela empresa que leva seu nome.
Do blog Vi o Mundo: Dois jornalões brasileiros, a Folha de S.Paulo e O Globo gastaram muito papel e tinta no fim de semana (edições de domingo, 15.11) para resgatar a memória das eleições presidenciais de 1989. Foram as primeiras realizadas no país após 25 anos em que a ditadura militar impôs as indiretas com as quais colocou no Palácio do Planalto cinco marechais e generais-presidentes, além de três oficiais-generais integrantes de uma Junta Militar.