Completam-se hoje 31 anos de morte de Elvis Presley, o rei do rock n' roll. Sempre quando chega o dia 16 de agosto penso sobre como a arte perde fôlego no decorrer do tempo. Para os mais novos, Elvis Presley explodiu em meados da década de 50 do século passado. Era um branco com voz e alma negras. Explico. Até então, o rock, o jazz, o blues e similares não ultrapassavam as paredes de redutos negros. Elvis mundializou o gênero musical e deu o pontapé inicial para o surgimento de pérolas do tipo Beatles, Roling Stones e por aí vai...
O problema é que os grandes ídolos partem e os sucessores naturais não chegam, deixando nos fãs um vazio enorme, além do desejo de recordar a genialidade daqueles que fizeram história no universo artístico e que, infelizmente, interromperam ciclo de pura magia...
Veja o que são as olimpíadas. Oportunidade para que os países incentivem a prática oficial de esporte; para que o homem enquanto espécie busque incessantemente superar-se a cada prova e, assim, interfira na vida cotidiana de seu país e deixe aos conterrâneos a bela lição de vida; para que as nações entendam de uma vez por todas que nada há de mais saudável do que a disputa limpa pela vitória, sem necessidade de golpes baixos, a exemplo do que demonstraram duas atletas, uma da Geórgia e outra da Rússia, que, indiferentes à guerra entre as respectivas pátrias, abraçaram-se calorosamente diante dos holofotes da mídia mundial... Enfim, os jogos olímpicos representam o sacro dever da criatura - feita à imagem e semelhança do Criador - de acalentar o sonho rumo à perfeição, tal qual ensinaram os mestres gregos.
A Seleção Brasileira de Ginástica Artística já fez história nas Olimpíadas de Pequim. Pela primeira vez, nossas meninas se classificaram para a final por equipes, prevista para terça-feira, às 23h15min, horário de Brasília. Uma cena, porém, marcou o espetáculo das brasileirinhas hoje e, certamente, já entrou para o acervo de imagens inesquecíveis do esporte. Ana Cláudia Silva caiu durante a apresentação nas barras paralelas e causou apreensão no time que ainda é formado por Daiane dos Santos, Daniele Hypolito, Ethiene Franco, Jade Barbosa e Laís Souza. Mas disposta a dar tudo de si, a pequena ginasta recuperou o fôlego e retomou o ritmo. Assim que terminou, entretanto, uma de suas mãos, descapelada, sangrava, devido ao esforço despendido