Hoje de manhã (no horário de Brasília), a Seleção Brasileira Feminina de Vôlei conquistou uma até então inédita medalha de ouro. As meninas tupiniquins jogaram com elegência, na raça e no amor à camisa - o que, aliás, deveria inspirar a Seleção Brasileira de Futebol masculino, dona de um bronze tosco em Pequim e, pior, de uma campanha ridícula nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. Elas mostraram como se conquista um lugar no olimpo aos Estados Unidos, adversários dignos mas, diga-se de passagem, nem de longe páreo para o timaço do Brasil, agora a pátria do vôlei. Em todo o torneio, perderam apenas um set, justamente na grande final.
sábado, 23 de agosto de 2008
Brasil, a pátria do vôlei
Valeu, "hermanos"!
Só podia mesmo dar nisso aí. A Seleção Olímpica de Futebol Masculino da Argentina bateu a da Nigéria e conquistou a medalha de ouro em Pequim. Também, depois do show de bola que os "hermanos" deram em cima do Brasil, quem seguraria o time do técnico Sérgio Batista, comandado pelo inspiradíssimo Messi? Ah! Messi. Lembro-me agora de uma charge veiculada num jornal aqui de Montes Claros. Mostrava o meio-campista argentino, que corria, os cabelos esvoaçantes e, numa das mãos, levantava um cartaz com um singelo pedido: "Fica, Dunga!". Nós merecemos...
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Brasil das surpresas
Se o futebol masculino mais uma vez decepcionou feio na arena olímpica - com direito a um chocolate dos "hermanos" -, pode-se dizer que houve duas gratas surpresas brasileiras em Pequim. Primeiro foi a Seleção de Vôlei masculino que, ao contrário de outros tempos, chegou à China de maneira tímida, quase sem coragem de mostrar a cara, mas superou as dificuldades e chegou à grande final, contra os Estados Unidos. Não tenham dúvidas que será um jogaço. Segundo foi Maurren Maggi, um nome meio esquisito que, agora, entrou definitivamente para a história como a primeira brasileira a ganhar ouro no atletismo. No salto em distância, Maggi arrebentou... ficou dourada... .
Ah! E o futebol feminino, hein, que, apesar de não ser nenhuma novidade em termos de talento, de sucumbir ao futebol-força das norte-americanas e amealhar a medalha de prata, levantou o ânimo olímpico da Terra de Santa Cruz, por excelência a Terra mágica do futebol... agora, também coisa de meninas. Foi uma prata dourada. O vôlei feminino não é mais nenhuma zebra. Pisou na Ásia com ares de vitória, quem sabe no local mais alto do pódio. É esperar para ver... Foto globo.com
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Ética, falta de
Interessante observar a crise ética que se abateu sobre o Brasil. Há poucos dias, o portal globo.com - creio que um dos espaços virtuais de maior acesso no mundo - deixou em destaque no rol de notícias, por horas a fio, a história de um rapazinho de 11 ou 12 anos que havia encontrado uma nota de R$ 100,00 no metrô de São Paulo e, pasmem, entregue o dinheiro para a administração do local, a fim de que o legítimo dono fosse encontrado. A história enaltece a honestidade, como se a atitude do garoto representasse algo extraordinário, digno de aplausos. Ora, apropriar-se de coisas alheias é furto. Então, devolver algo que não lhe pertence é obrigação, certo? Certíssimo, mas a descrença na retidão de caráter cresceu tanto que o que deveria ser regra virou exceção.
Cá com meus botões, penso que a Terra de Santa Cruz vive hoje um pouco do que, na década de 70 do século XX, ficou conhecido como a "lei de Gerson" e que pregava como meta "levar vantagem em tudo". Há sempre um jeitinho para se conseguir o objetivo desejado, custe o que custar. Não à toa, a sociedade contemporânea revela muito bem o significado de "light", leveza, perecível... Valores antes festejados como imutáveis foram drasticamente enjaulados na secularização. E o resultado é que termos outrora decisivos na vida de qualquer homem ou mulher - amor, honra, fidelidade, apreço, honestidade, sinceridade - de repente perderam o sentido, padeceram sob o égide de uma relativização criminosa. Daí que pegar sem permissão um objeto de outra pessoa pode perfeita e inacreditavelmente revestir-se de argumentos que transformem a prática teoricamente horrenda em atitude digerível e até aceitável, desde que o fato gerador assim o determine.
Ao que parece, o conceito de ética ficou esquecido num canto qualquer de uma prateleira empoeirada. O agir correto, pois, nasce do interior do indivíduo e flui para o exterior a fim de que comungue com o sistema de valores que rege a vida em sociedade. Mais. A falta de ética não induz à coersão. A única pena para o sujeito que rompe a harmonia dessa relação é o tribunal de sua própria consciência. A crueldade do tempo presente está justamente nesse pequeno detalhe: o ser humano corrompeu-se até as entranhas. Dissociou-se de seu "eu interior" a tal ponto que, para fugir de si mesmo, procura fora de si respostas que só o coração e a voz introspectiva podem dar... Eis um dos motivos pelos quais a ética não produz qualquer efeito em muitas pessoas...
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
China promete "assombrar o mundo" novamente
Depois de apresentar um espetáculo maravilhoso, na abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, a China promete "assombrar o mundo" novamente. Dessa vez com a cerimônia de encerramento do majestoso evento esportivo. Penso que o grande objetivo dos chineses, além de amealhar a maioria das medalhas de ouro, bem à frente dos Estados Unidos, foi alcançado. Afinal, o gigante amarelo mostrou a cara para os cinco continentes e, de agora em diante, creio eu, dará passos igualmente monstruosos rumo à supremacia econômica. É esperar para ver...
Não se faz mais novela como antigamente
O colunista da Folha de S. Paulo, Daniel Castro, divulga que, após um pico, despencou a audiência da novela da 21 horas da Rede Globo, após a revelação do caráter dúbio de Patrícia Pilar, a assassina de "A Favorita", trama de João Emanuel Carneiro. Ora, é claro que caiu. Foi-se o tempo em que a Vênus Platinada fazia novelas inesquecíveis, na maioria das vezes fiel à fórmula mágica de que o criminoso ou o futuro de personagens centrais devem sempre ser desvendados nos últimos capítulos, de preferência no episódio derradeiro. Mas para isso é preciso uma boa história, que prenda o telespectador do princípio ao fim. O que, diga-se de passagem, torna-se cada vez mais difícil hoje em dia. O recurso de acabar com o mistério antes do previsto foi tão somente para alavancar uma já combalida audiência... Deu no que deu..
Quem não se lembra de "Vale Tudo" e da morte misteriosa de Odete Roitman? Ou de "Pai Herói" e do assassinato, no comecinho da trama, do empresário Salomão Haiala? Ou de "Roque Santeiro" e o destino da Viúva Porcina, se com o trambiqueiro Sinhozinho Malta ou o impulsivo Roque, e a fuga do empresário Marco Aurélio? Ou, ainda, da primeira versão de "Selva de Pedra" e o desfecho do amor de Cristiano e Simone? São dúvidas que prendem a atenção e representam uma alternativa eficaz de diversão...
Sinceramente, não perco meu tempo para assistir à novela das 20 horas e que, na verdade, vai ao ar uma hora depois. Não me agradou a condução da história... As das 18 e 19 horas, piorou... A foto mostra a megera Odete Roitman, interpretada por Beatriz Segall, em "Vale Tudo". Foto Estadão
Tragédia no futebol
A derrota do Brasil para a Argentina, que adiou mais uma vez o sonho do ouro olímpico para o futebol masculino verde-amarelo, significa, sim, um vislumbre do fim do mundo. Discordo do técnico Dunga, que diz ter encarado o revés, personificado pelos 3 a 0 de ontem de manhã (horário de Brasília), como um fato normal. Para a cultura da Terra de Santa Cruz, o chocolate que nossa Seleção levou é um desastre. O futebol faz parte do cotidiano dos brasileiros e, nele, a nação deve reinar. Não só porque esta região da América do Sul sempre foi uma geradora eficaz de craques maravilhosos, verdadeiros gênios da bola, mas também porque o esporte em questão está no sangue da população.
Pois bem. O técnico Dunga deve sair. E quanto mais rápido, melhor. Nunca gostei da escolha dele como técnico da Seleção Brasileira. Dunga cheira retranca, covardia, medo. Lembra-se da era Lazaroni? Dizem que a Copa do Mundo de 1994, que deu ao Brasil o tetracampeonato, redimiu Dunga. Acho que não. Nunca vi um escrete jogar tão feio como o de 94. Na época, Maradona falou uma grande verdade. O nível das seleções era péssimo. Por isso o Brasil conseguiu levantar o caneco. De fato, Dieguito era todo razão... Foto Thesun