Nesta segunda-feira, o Arcebispo Emérito Dom Geraldo Majela de Castro comemora 26 anos de ordenação episcopal. A Missa em Ação de Graças será às 18h30min, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, centro de Montes Claros.
Ele costuma dizer que não esperava a nomeação. Primeiro porque acreditava que, como padre que já tinha entrado na faixa dos 50 anos, não possuía assim grandes coisas para oferecer à Igreja. Em segundo lugar, não se via à altura da função. Considerava-se despreparado. Mas os boatos que, alguns anos antes, tomaram conta da então Diocese de Montes Claros, foram confirmados. O Papa João Paulo II decidira escolhê-lo. Após tentar, de todas as formas, explicar os motivos pelos quais a sua indicação não era a mais adequada, sucumbiu ao que compreendeu ser vontade de Deus e aceitou ser Bispo Coadjutor - que lhe assegurava o direito à sucessão automática - de Dom José Alves Trindade, seu grande amigo. Na verdade, Dom José foi para Dom Geraldo um pai que soube ensiná-lo algo que nunca esqueceria: como dar a atenção de que o povo necessitava. Aprendeu isso durante viagens em que acompanhava aquele que conduziu a Diocese por mais três décadas.
Certamente não foi à toa que, ao ser sagrado Bispo, no dia 8 de setembro de 1982, Dom Geraldo Majela assumiu o leme "Ide vós também trabalhar na minha vinha". Sinalizava aí perfeita sintonia com a realidade da Igreja na época. Tanto que, em 1988, quando Dom José Alves completou 75 anos - idade-limite para aposentadoria compulsória, conforme o Código de Direito Canônico -, seguiu-se então uma história de total apoio e incentivo ao engajamento laico, sobretudo via pastorais, que experimentavam uma espécie de "boom" no Brasil. Cumpre destacar os efeitos positivos dessa sua investida. As pastorais da Criança e Familiar, por exemplo, são referências nacionais. Dizem até que o conhecidíssimo e respeitado Grito dos Excluídos, iniciativa de ampla participação popular e bandeira de luta da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, nasceu aqui. Dom Geraldo não confirma nem desmente. Limita-se a sorrir...
Mas Dom Geraldo Majela também fez questão de olhar para a formação de seus padres. Fundou o Seminário Maior Imaculado Coração de Maria que, hoje, possui 58 seminaristas, oriundos, além da Igreja Particular de Montes Claros, das dioceses sufragâneas de Januária, Paracatu e Janaúba, componentes da Província Eclesiástica de Montes Claros, que, se somados aos oito do Seminário Propedêutico São Pio X, totalizam 66. Em 16 anos de existência, foram ordenados 83 padres que estudaram no Seminário Maior. Fora os cinco sacerdotes ordenados sábado, 6 de setembro, hoje a Arquidiocese de Montes Claros possui 78 padres – 48 diocesanos ou seculares e 30 religiosos, pertencentes às ordens, congregações e institutos.
Ainda coube a Dom Geraldo Majela de Castro inserir a Igreja Particular de Montes Claros no século XXI, por meio de ações previstas na antológica carta de Paulo II, Advento do Terceiro Milênio, plenamente abraçada pela CNBB. Foram três ou quatro anos de preparação. Em 2001, Roma decidiu criar a 39ª província eclesiástica do Brasil e apontar a Diocese de Montes Claros como sede ou Arquidiocese. Dom Geraldo Majela entrou para os anais da história também como primeiro Arcebispo Metropolitano de Montes Claros.
Dois anos depois de completar a idade-limite de 75 anos para a aposentadoria compulsória, em 2007, entregou o cajado a Dom José Alberto Moura. Atualmente, ajuda seu sucessor. Entre as funções que assumiu está a de implantar a Associação dos Amigos do Seminário, surgida na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em todas as paróquias e quase-paróquias. O objetivo é aumentar o número de sócios imbuídos de ajudar na manutenção do Seminário Maior Imaculado Coração de Maria. Foto de minha autoria
Desde que o mundo é mundo, a Seleção Brasileira de futebol tem como marca registrada o jogo aberto, bonito e ofensivo. Isso costuma dar ao time verde-amarelo uns pontos à frente dos times europeus, mais afetos ao futebol-força, de resultado. Pois não é que o técnico Dunga, responsável direto pelo fato de o Brasil fazer uma campanha ridícula nas eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2010 - hoje apenas na 5ª colocação no grupo -, descobriu o "caminho para as Índias" ao escalar/testar uma equipe com três atacantes: Ronaldinho, Robinho e Luis Fabiano? Execrado como símbolo-mor de uma era opaca para o esporte das multidões nacional, capitaneada por Lazaroni - quando os craques brasileiros pareciam querer imitar os europeus - e que, segundo os entendidos, teria terminado em 1994, com a conquista da tetracampeonato, em 1994, Dunga agora se desespera para permanecer no cargo. Depois do fracasso na Olimpíada de Pequim, de onde a Seleção Brasileira saiu bronzeada, num tímido terceiro lugar, o treinador tenta de tudo, apesar de gritar aos quatro ventos que pouco se importa com o status de comandante supremo do escrete canarinho. Quem viver verá a partida do próximo domingo, contra o Chile. Certamente, Dunga não quer entrar para a história como alguém que, pela primeira vez, não conseguiu classificar a Seleção Brasileira para uma copa do mundo... Na foto o anão Dunga, um dos sete amigos de Branca de Neve.
Morreu hoje, aos 75 anos, o cantor Waldick Soriano. Mais conhecido como artista brega e de talento muito questionado - o que ele rechaçava veementemente, diga-se de passagem -, Soriano imortalizou e imortalizou-se na música "Eu não cachorro, não". Sem dúvida, a canção do baiano de Caeté faz parte do folclore nacional. Vítima de um câncer na próstata, ele deixa esposa, oito filhos e cinco netos.
Um jornalista canadense afirma dispor de provas sobre possível manipulação do resultado no jogo entre Brasil e Gana, válido pelas oitavas-de-final da Copa de 2006. Um ex-jogador ganês teria apostado alto numa vitória da Seleção Canarinho que, de fato, acabou no lucro, por 3 a 0.