terça-feira, 30 de setembro de 2008

Fim melancólico da era Bush

O Congresso americano rejeitou o pacote de resgate que previa a liberação de U$ 700 bilhões para salvar a economia dos Estados Unidos da bancarrota. A decisão, que caiu feito bomba no mercado financeiro em todo o mundo (as principais bolsas de valores literalmente afundaram), reflete a falta de credibilidade do presidente George W. Bush. Um dos temores é a disparada do dólar comercial. Um alerta para que as pessoas com desejo de viajar para o exterior adiem os planos até a situação melhorar.

Sem dúvida, um final de segundo mandato melancólico para Bush que, um dia, julgou-se dono do mundo ao relegar os demais países à condição de quintal dos Estados Unidos. Como bem se expressou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise, tomara que os países ricos resolvam a pendenga e não permitam que as nações emergentes sofram as conseqüências.

Outra novidade foi o reaparecimento do Fundo Monetário Internacional - aquele mesmo que, vez por outra, visitava o Brasil para fechar acordos sinistros visando ao pagamento da dívida externa nacional, à custa de medidas econômicas recessivas. O FMI quer patrocinar uma mudança radical no sistema financeiro internacional. Para tanto, já mantém contato com governos dos países ricos.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Tragédia Bush ainda não é suficiente

Num passeio virtual por alguns sites de notícia, deparei-me com matéria sobre apoio que pastores evangélicos hipotecaram a John McCain, candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos. Eles argumentam que votar no democrata Barack Obama representaria apoiar, ainda que indiretamente, casamento homossexual, aborto e outras questões de cunho moral que as igrejas tanto combatem.

Cumpre recordar, entretanto, episódio ocorrido nas últimas eleições presidenciais do Tio Sam, quando religiosos deram um empurrãozinho e tanto no então candidato à reeleição George W. Bush, também um republicano. De forma oportunista, Bush bradou contra a clonagem humana e se aproximou do Vaticano. Após quatro longos anos da vitória republicana nas urnas da maior potência do planeta, seria interessante indagar se, de fato, valeu a pena a cruzada religiosa.

Particularmente, acho que não. O conservadorismo do Partido Republicano que, diga-se de passagem, costuma atrair as igrejas para seu palanque, sobretudo as de cunho mais fundamentalistas, significa perigo para o mundo. Exemplo é o governo de Bush. Pena que somente agora, depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, da desastrada operação anti-terrorista (que patrocinou as invasões covardes do miserável Afeganistão e do sofrido Iraque) e, recentemente, da violenta crise financeira desencadeada pela falência do Lehman Brothers, então o 4º maior banco de investimentos do país, é que alguns segmentos da sociedade norte-americana começam a acordar para a tragédia Bush, cujo índice de rejeição bate recorde. Uma pena... .

Mesmo assim, pastores insistem na retórica de que, com um republicano no poder, a vida no mundo melhorará, a fé prevalecerá. Lêdo e terrível engano... .

Só para lembrar...

Foi numa ação semelhante à Campanha Ficha Limpa, deflagrada em todo o país pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que, em 1999, as muitas entidades integrantes do MCCE (como Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Ordem dos Advogados do Brasil e Associação dos Magistrados Brasileiros, entre outras) conseguiram a aprovação da histórica Lei 9840, que criminalizava a compra de voto. Agora, a luta é para impedir a candidatura de políticos "ficha suja".

Campanha Ficha Limpa. Participe!

Em abril deste ano, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) lançou a Campanha Ficha Limpa. O objetivo é levar ao Congresso Nacional projeto de lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa de candidatos a cargos públicos via eleições. Para que isso ocorra, entretanto, é necessário coletar mais de um milhão de assinaturas em todo o país. A fim de intensificar o processo, o Comitê 9840 de Montes Claros lançará nesta terça-feira campanha institucional, via meios de comunicação, quando convocará toda a população para subscrever o projeto de lei. Cidadãos e entidades interessados em participar da Campanha Ficha Limpa podem auxiliar na coleta de assinaturas. Basta pegar formulário e materiais de divulgação no posto local do Comitê 9840, que fica na Casa de Pastoral Comunitária, na rua Grão Mogol, 313, nas proximidades da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, na Praça Pio XII, centro da cidade.

Caso seja aprovada, a proposta significará mudanças profundas na atual legislação ao impedir o registro de candidaturas de pessoas condenadas em primeira ou única instância ou com denúncia recebida por um tribunal em virtude de crimes como racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas; de parlamentares que renunciaram ao cargo para evitar a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar ou por desrespeito à Constituição; de condenados em representações por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa; extensão para oito anos do período que proíbe a candidatura; e maior rapidez dos processos judiciais sobre abuso de poder nas eleições, fazendo com que as decisões sejam executadas imediatamente, mesmo que ainda caibam recursos no processo.

Também a partir desta terça-feira, o Comitê 9840 tornará público informações de candidatos a vereador de Montes Claros, alvos de processos por crimes contra a administração e o patrimônio público e por improbidade administrativa. Segundo André Alves, assessor jurídico do Comitê, "enquanto não ocorre uma mudança na legislação eleitoral, cabe ao eleitor impedir que pessoas em débito com a Justiça sejam eleitas". O advogado afirma, ainda, que conhecer a vida pregressa do candidato é um direito do eleitor. Dos candidatos a vereador inscritos 13 integram a lista do comitê. Por isso, ao divulgar a lista dos candidatos em débito com a Justiça, o Comitê presta uma serviço relevante ao eleitorado de Montes Claros. Foto super abril