sábado, 29 de novembro de 2008

Farra com o dinheiro público e os vermes que dele fazem uso

A imprensa noticiou, ontem, que o Congresso Nacional pretende gastar a bagatela de R$ 1,5 milhão na compra de móveis novos para deputados e senadores. A argumentação: a mobília tem 30 anos de uso. A falta de vergonha: nada parece saciar o desejo esbanjador da classe política brasileira, que se esbalda com altíssimos salários e, agora, diante de violenta crise econômica internacional e de tragédias como a das enchentes no estado de Santa Catarina, onde já morreram mais de 100 pessoas e outras 78 mil perderam suas casas, simplesmente gastarão à toa o dinheiro do contribuinte.

Eles poderiam informar isso aos catarinenses e mesmo aos montes-clarenses, sobretudo os mais carentes, que andam à voltas com o pavor de que os temporais que devastaram aquela parte da região Sul cheguem até o Norte de Minas, já bastante castigado pela inclemência do sol. Na noite da última quinta-feira, por exemplo, choveu o bastante na Princesinha do Norte para transbordar o rio Vieira e a lagoa do Parque Municipal, além de alagar as imediações da Praça dos Jatobás, na avenida José Corrêa Machado. Ali, carros foram arrastados pela correnteza.

A propósito, a farra com o dinheiro público favorece o surgimento de uma classe de vermes, que faz de tudo para manter ou conseguir uma "boquinha" em instituições do governo. Não se importam, inclusive, em expor o nome para realizar falcatruas do tipo falsificação de documentos e outras ações torpes, típicas de pessoas cujo caráter é recheado de debilidades. Por isso, traem, trapaceiam e enlameiam a categoria dos funcionários públicos - a maioria, diga-se de passagem, dignifica a função que exerce. Só assim, à mercê do "jeitinho" político, esses vermes suprem a incapacidade de cavar um espaço no concorrido mercado de trabalho... .

Presentes de grego

Não bastasse os arroubos climáticos, a partir de tsunamis, terremotos, calor e chuva excessivos, sentidos nos cinco continentes, o mundo ainda tem que aprender urgentemente a lidar com outros dois presentes de grego. A crise econômica que varre o planeta de ponta a ponta e o terrorismo que recentemente deu sinais de vida na sofrida Índia. Os mortos somam 160.

Aliás, muitos especialistas acreditam que o início do fim da hegemonia dos Estados Unidos começou a se desenhar com nitidez no dia 11 de setembro de 2001, quando quatro aviões comerciais foram seqüestrados e jogados contra as monumentais torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, símbolo máximo do capitalismo ocidental, e o Pentágono, centro da inteligência militar norte-americana. A última aeronave foi derrubada após ação heróica dos passageiros, que preferiram morrer a deixar os terroristas conduzirem-na até a Casa Branca, sede do governo do Tio Sam. O mentor intelectual do maior atentado da história é Osama bin Laden, que continua vivo e mandando recado para o ocidente. Há suspeitas de que a tragédia na Índia tenha sido provocada pela Al Qeda, rede terrorista de Laden.

É... tempos bicudos esses...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Obama fala grosso

Presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama já sente a diferença do período de campanha para o período pós-campanha. De estilingue virou vidraça. O imbróglio envolve especulações em torno dos nomes que comporão o futuro governo, a partir de 20 de janeiro de 2009. Ala mais radical do Partido Democrata, ao qual pertence Obama, não aceita a presença de republicanos na equipe. Em coro com determinados segmentos da sociedade norte-americana, eles afirmam que, pelo andar da carruagem, pouca coisa há de mudar no país com a saída de George W. Bush e a entrada de Barack Obama.

Para jogar água fria nas discussões que, certamente, ficarão mais acaloradas com o passar do tempo, sobretudo porque ser oposição é missão facílima diante da responsabilidade e do desafio que significa comandar a maior potência do planeta, Barack Obama fez pronunciamento oficial. Engrossou a voz e disse que a grande mudança está em sua pessoa. "Eu é que mando", rebateu quem precisa mesmo de autoridade para resolver problemas monstruosos, a começar pela trágica crise econômica mundial, que varre os cinco continentes sem dó nem piedade. Tempos difíceis que já deixaram de ser fantasma para assumir massa corpórea e tudo o mais que têm direito.

"Sistema Unificado de Sepultamento"

Em época de violenta crise econômica internacional, quando o planeta sente os nefastos efeitos de iniciativas voltadas única e exclusivamente para investimentos em papéis (ações) e o acúmulo indiscriminado de capital, tragédias como a registrada no estado de Santa Catarina, devido à inclemência do tempo, no caso, de abundância de chuvas, ou o desastre radioativo com o césio-137, ocorrido há 21 anos em Goiânia, ganham contornos ainda mais terríveis. Isso porque coloca o drama do ser humano no centro das atenções, num contraponto às ações popularescas, e criminosas, advindas de grande maioria dos governos, que deveria preocupar-se com o bem-estar de cada cidadão e, no entanto, limita-se a arquitetar fantásticas jogadas de marketing visando tão somente ao culto à personalidade de líderes políticos. E o resultado não podia ser outro. O puro descaso com a vida humana.

Veja o exemplo do aposentado Jorge de Moraes Rêgo Ribeiro, de 52 anos, uma das muitas vítimas que até hoje sofrem as conseqüências do escandaloso episódio do Césio-137. Ele fez um comentário, ontem, em post que enviei há um ano e quatro meses - certamente, o senhor Jorge deve ter pesquisado a palavra césio na internet e, na lista, apareceu o meu blog -, sobre notícia veiculada a propósito das duas décadas da tragédia de Goiás. O aposentado redigiu uma mensagem cheia de justificada mágoa e desesperança. Lamenta que os seus direitos permaneçam encobertos na justiça ao identificar-se como ex-funcionário do Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEM), lotado no Rio de Janeiro na condição de motorista da Comissão Nuclear (matrícula 4415) e membro da equipe encarregada de dar apoio às vítimas do desastre radioativo de Goiânia. No perfil encontrado em seu blog, Jorge de Moraes não fala claramente, mas deixa subtendido que foi afetado pela radiação durante esse trabalho de ajuda. O que mais choca nas palavras do aposentado, porém, é como ele conclui seu pensamento. "Vou viajar até o fim do ano para algum país, por meios próprios, e assim obter assistência. Afinal, nosso SUS significa SISTEMA UNIFICADO DE SEPULTAMENTO", desabafa.

O governo tentou, salvo engano em meados da década de 80 do século XX, instalar uma unidade do CNEN no município de Montes Claros. Chegou a enviar um container. Houve protestos e, graças a Deus, a idéia acabou não se concretizando de fato. Apenas mais uma das várias trapalhadas de nossos políticos.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

ArtEducação no "Último Choro"

O Projeto Tim ArtEducação realiza em Montes Claros, no próximo dia 2 de dezembro, o espetáculo "Último Choro". O evento será às 20h30min, no Centro Cultural, na Praça Doutor Chaves. O destaque fica por conta da bela foto enviada pela assessora de imprensa da Secretaria Municipal de Cultural, jornalista Márcia Braga, para divulgar a iniciativa.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Judas também tinha boas intenções

O mundo vive hoje enorme crise ética. Disso ninguém mais duvida. O que espanta é a naturalidade com que se passou a encarar essa deficiência, à medida que as situações favoreçam ou não ao interessado. Explico melhor. A consciência coletiva, formada pelo pensamento de um povo ou, quem sabe, de toda a humanidade, conseguiu a façanha de transformar o que deveria ser geral em pessoal. Assim, o conjunto de valores que emerge do interior de cada um para, a seguir, adaptar-se ao ambiente, sofre mutação criminosa e deixa de estabelecer limites que facilitam o convívio social. Daí que, talvez sem perceber, a raça humana esteja retornando à idade da pedra, em que a luta pela sobrevivência forçava o surgimento de bandos visando à demarcação de território onde simplesmente se estabeleciam seus integrantes, sempre vigilantes e prontos a dar o bote, quando necessário ou a lei da selva assim o exigisse.

Desde a corriqueira visita a determinado site para a cópia de conteúdo que, depois, será disparado indiscriminadamente para outros contatos, sem a permissão do verdadeiro autor, até a falsificação de mensagens, com a troca de um único termo que, entretanto, mudará o sentido do que ali fora expresso, viram procedimentos banais. Encontram inclusive quem os defenda. "Mas todo mundo faz" ou "Isso é comum, não há nada de mal" ou, ainda, "Houve boa intenção, foi para uma causa nobre", esbravejam os adeptos da lógica maquiavélica de que os fins justificam os meios.

Esquecem-se, porém, de que de boa intenção o inferno certamente está cheio. Esquecem-se de que a eliminação da tênue linha que separa o bem do mal acaba por misturar os dois irremediavelmente e da salada produzida favorecer o surgimento de um monstrengo indefinível, "light", bem ao estilo da cultura leve e descompromissada da contemporaneidade. Esquecem-se de sua condição de monstrengo, de anomalia, e o aceitam, veneram-no, adaptam-se a ele.

Veja o caso de Judas Iscariotes que, repleto de nobres pretensões - alguns historiadores consideram-no adepto de uma das várias correntes políticas que chacoalhavam Israel no tempo de Jesus e que pregavam espécie de golpe de estado contra a opressão do Império Romano -, entregara o Messias, não só por 30 moedas de prata, mas especialmente para que o enviado de Deus manifestasse seu poder e libertasse a terra santa à força. Jesus, contudo, esclarecera que o seu Reino não pertencia a este mundo. Na verdade, o Reino de Deus estava dentro de cada um que aceitasse a Boa Nova da Salvação. Trocando em miúdos, o Rabi de Nazaré pregava a conversão interior, a mudança de vida, de modo que os valores intrínsecos fluíssem naturalmente rumo ao que se julgava correto em sociedade.

Numa palavra, a consciência da existência de coisas que não devem ser feitas infelizmente anda escassa. E isso ocorre devido à relativização da ética. Ao contrário do suposto paraíso, no qual tudo converge para o prazer e o bem-estar do candidato a habitante das delícias, a ética pressupõe sacrifício e renúncia, sobretudo de si mesmo, em prol da comunidade. Foto planeta e educação

domingo, 23 de novembro de 2008

Cruzeiro a um passo da Libertadores 2009

Num jogaço, o Cruzeiro venceu o Flamengo por 3 a 2 no Mineirão, hoje à tarde. A partida foi impecável, certamente uma das melhores e mais emocionantes do Brasileirão 2008. Os mineiros estiveram à frente no placar e, por duas, vezes, permitiram que os cariocas empatassem. Mas aí, já nos acréscimos, Ramires recebeu um presente de Fabrício, que deixou o volante frente a frente com o goleirão rubro-negro. Muito tranqüilo, Ramires bateu por cima, encaixando a bola no canto direito do gol adversário. Em seguida, uma bola na trave impediu o quarto tento azul. Ao retomar a posse de bola, o Flamengo chegou à pequena área da Raposa onde Diego Tardelli foi travado quando tentava chutar. Os cariocas partiram para cima do juiz, sob alegação de suposto pênalti. Dois jogadores do Flamengo acabaram expulsos. Penso que não houve a penalidade. O lance foi na bola e, como o atlega rubro-negro preparava-se para chutar, desabou no chão. Mas o importante é o resultado, que coloca o Cruzeiro na 3ª posição e muito próximo de disputar a Libertadores 2009.

Em tempo: O Grêmio levou uma balaiada do Vitória, que aplicou 4 a 2 no time do Rio Grande do Sul, que permanece com 66 pontos, na segunda colocação, à frente do Cruzeiro, agora com 64 pontos. O São Paulo pôs a mão na taça ao afundar o Vasco, que corre sérios riscos de rebaixamento. Os paulistas venceram por 2 a 1 em São Januário, reduto cruzmaltino. Foto site oficial do Cruzeiro