Dia desses, observei um diálogo no MSN entre adolescentes. Não havia uma frase completa sequer, mas apenas palavras mancas que, para mim, sinceramente, são quase desconhecidas. "Tb" (acho que é também), "flw" (falou!), "rsrsrsrs" (até hoje não sei o que significa), "blz" (beleza) e outras aberrações fruto de uma linguagem codificada virtual. Tudo muito bem, tudo muito bom, desde que, por capricho do hábito, essa coisa horrorosa não seja transportada para a vida escolar. Porque aí, já viu, é zero na certa.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Honda está fora da Fórmula Um
E continua o efeito dominó da crise financeira mundial. A escuderia japonesa Honda anunciou oficialmente sua saída da Fórmula Um. Há 44 anos na mais popular e elegante modalidade de automobilismo atual, a montadora justificou a decisão com a queda de 32% nas vendas de veículos nos Estados Unidos e de quase 5% em suas ações na Bolsa de Tóquio. O solavanco tornou-se incompatível com os altos custos exigidos pela tradicionalíssima categoria. Especulações dão conta de que uma empresa de aviação estaria interessada em adquirir a escuderia. O principal objetivo seria manter 20 carros no grid para o campeonato de 2009. A próxima a deixar a Fórmula Um deve ser outra gigante do setor, a Toyota. O piloto brasileiro Rubinho Barrichelo é o atual contratado da Honda e deve permanecer lá, devido à experiência e à inviabilidade de se assumir riscos com novos contratos em épocas de instabilidade.
Enquanto isso, as não menos históricas montadoras General Motors, Ford e Chrysller estão de pires na mão, atrás do governo norte-americano. Elas pedem a liberação de bilhões de dólares para evitar o colapso que, diga-se de passagem, seria uma tragédia grega. A primeira tentativa, há um ou dois meses, não convenceu os congressistas do Tio Sam.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Veneza sob as águas
A romântica Veneza, cidade italiana famosa pelos canais fluviais e pela Catedral de São Marcos, está em vias de desaparecer sob as águas. Isso mesmo. Atualmente, Veneza registra enchentes em 212 dias no ano, quando o normal seria em apenas sete. Um dos destaques venezianos é a Ponte Rialto, construída em 1588, fruto de projeto de Antonio da Ponte, que venceu concurso com participação de célebres artistas, como Michelangelo. Até 1854, essa era a única maneira de os pedestres cruzarem o grande canal. Porta para o oriente, Veneza ficou imortalizada pelos passeios românticos nas antológicas gôndolas. Lá nasceram os papas Gregório XII, Eugênio IV, Paulo II, Alexandre VIII, Clemente XIII e Pio X que, aliás, é padroeiro secundário da Arquidiocese de Montes Claros. As causas da tragédia são várias, entre as quais o efeito estufa e a dilaceração do solo. Foto wikipédia
Dantas pega dez anos de prisão. Mas no Brasil quem acredita nisso?
A justiça condenou o banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, a dez anos de prisão e ao pagamento de multa superior a R$ 12 milhões. Junto com dois de seus assessores, que pegaram, cada um, sete anos de detenção, ele é acusado de tentar subornar delegado da Polícia Federal, durante a Operação Satiagraha, que investigava crimes financeiros, com U$S 1 milhão. A defesa de Dantas já entrou em ação e pede a anulação do julgamento, além de vociferar suposta fraude nas provas apresentadas contra seu cliente.
Na época da Satiagraha, que também colocou no olho do furacão tubarões como o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o megainvestidor Naji Nahas, Daniel Dantas conseguiu livrar-se das algemas por duas vezes, graças a empenho sobrehumano do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, que concedeu habeas corpus aos três. O magistrado enfrentou o Ministério Público, a Procuradoria da União e o constrangimento de ver e ler, pela imprensa, ironias de Dantas quando de sua prisão. O banqueiro falou em alto e bom som que não se incomodava, visto que tinha certeza de que o STF iria absolvê-lo. Dito e feito. O imbróglio foi tão escandaloso que provocou uma sangria entre a PF e Governo Federal e a eliminação do uso de algemas em certos casos como o que envolveu Dantas, Pitta e Nahas.
A propósito, os acusados podem recorrer da sentença em liberdade.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Bush reconhece erro que já custou trilhões de dólares e centenas de milhares de vida
Acredite se quiser. Após cinco anos de um conflito sangrento, o atual presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconheceu publicamente que a invasão do Iraque foi um erro. Não, não se trata de um erro puro e simples. Na verdade, o país mais poderoso do planeta protagonizou uma das maiores tragédias de sua história. Tragédia que, até o momento, custou a vida de mais de 4.200 soldados norte-americanos e de cerca de 150 mil civis iraquianos, além de estratoféricos U$S 2 trilhões. Dinheiro que, diga-se de passagem, daria para amenizar o drama da economia dos Estados Unidos, já há um ano em recessão, a pior desde o crack da bolsa de Nova York, em 1929. Recorde-se ainda o argumento utilizado e que nunca se materializou. A busca de armas químicas, de destruição em massa. O pano de fundo para o filme macabro ficou com os ataques terroristas de 2001, que jogaram abaixo o World Trade Center (torres gêmeas) e parte do Pentágono.
O "mea culpa" de Bush só vem reforçar o que seu governo representa para o mundo: um desastre. Ele, que não se curvou aos apelos de grande parte das nações para selar acordo no sentido de adotar medidas conjuntas contra o aquecimento global e tampouco se importou em melhorar a vida de regiões inteiras (leia-se Oriente Médio) mas, ao contrário, insuflou o ódio e as desavenças entre palestinos e judeus, sempre na condição de fiel escudeiro de Israel. Fechou os olhos para o Oriente, por meio do uso criminoso de uma mídia sectária, que varreu do mapa a existência de outras culturas.
Agora, a realidade apresenta o resultado da grande mentira. Os muçulmanos não são apenas mulheres oprimidas, de burca, cobertas dos pés à cabeça, ou homens de aparência medonha, feios, quase maltrapilhos. Sabe-se hoje, depois de um 11 de setembro qualquer, que os seguidores de Alá em nada se assemelham a estereótipos de mau gosto, feitos sob medida para ridicularizá-los. São gente. Homens, mulheres, crianças, jovens e idosos que somente pensam e agem diferente. Que aprenderam, entretanto, a nutrir ódio pelo Ocidente, que lhes virou as costas, dando pouca importância para os problemas de etnia, religião e político que os afetam seriamente. A seu lado, os chineses também deixaram de ser sinônimo de atraso, de Mao Tsé Tung. O gigante asiático acordou como sério candidato a potência número um. Nem de longe se parece com aquele país estranho, onde todo mundo se veste igual e que era a pátria da bicicleta, lembra-se? É. Não foi a China ou os muçulmanos que mudaram. Foi a visão que a mídia passa deles que forçosamente teve que mudar.
E eu nem falei da Rússia, que, faz tempo, anda bronqueada com a reedição que Bush tenta fazer do projeto "Guerra nas Estrelas". Trocando em miúdos, Bush quer instalar mísseis - que afirmam os norte-americanos serem de defesa - em pontos estratégicos da Europa (na Polônia), apontados adivinha para quem? Foto guilhermefreita.zip.net
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Emoções no Brasileirão
Quem diria! O Campeonato Brasileiro 2008, que segue contagem de pontos corridos, será decidido na última rodada. Primeiro, porque o líder São Paulo desperdiçou a chance de ouro de vencer o Fluminense, até então um time irregular e que lutava com unhas e dentes para não acabar na Segundona, no Morumbi. A casa dos paulistas recebeu um público de 60 mil pessoas, que permaneceram com o grito de campeão entalado na garganta. Agora, o São Paulo joga tudo o que sabe e o coração no bico da chuteira contra o Goiás, no Distrito Federal. Para levantar a taça, o time precisa apenas do empate. O segundo motivo de o Nacional transferir todas as emoções para o último dia da competição, 7 de dezembro, foi que o Grêmio, segundo colocado, goleou por 4 a 1 o Ipatinga, no Ipatingão, sacramentando a queda do Tigre mineiro para a série B. Resultado: o Grêmio está a três pontos do São Paulo. Se fizer o dever de casa e ganhar do Atlético Mineiro no Olímpico e, ainda, tiver a sorte de o Goiás bater os paulistas, sagra-se campeão da temporada.
Já o Cruzeiro mais uma vez decepcionou. Não teve competência de vencer o time reserva do Internacional, lá no Beira-Rio, e garantir participação na Copa libertadores 2009. No domingo, a Raposa precisa bater a Portuguesa no Mineirão. Se ficar em quarto na classificação geral do Brasileiro, vai para a seletiva. Se pular para a terceira posição, vai direto para a fase de grupos do torneio sul-americano.
E o Atlético manteve o ritmo sofrível que apresentou durante toda a competição ao arrancar somente um empate sem gols do Santos, em Belo Horizonte. Mas matematicamente está classificado para a Copa Sul Americana 2009. Nada, entretanto, que ao menos encostasse no sonho da torcida alvinegra para comemorar o centenário do clube. Como diria um velho ditado, "o que não tem remédio, remediado está". Ponto final.