quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Dilema no Senado

Hoje de manhã, encontrei na Folha On Line matéria sobre um "terrível" dilema que se abateu sobre o Senado. Um parlamentar em débito com a justiça, seja em que instância for, pode ou não integrar o Conselho de Ética da Casa? O plenário decidiria o imbróglio no mesmo dia, mas a discussão foi tanta que a votação teve que ser adiada.

Pois é. Será que os digníssimos senadores sabem conceituar o termo ética? Se soubessem chegariam à conclusão de que, acima de tudo, ética remete à praxis, no dizer de Aristóteles. Ou seja, ninguém estuda ética para aprender o que é ser bom (praticar coisas boas), mas para ser bom, ensina o filósofo da antiguidade. Então, conclui-se que... .

Dúvidas assim nem deveriam existir. Pelo amor de Deus. Como é que uma pessoa condenada judicialmente participará de um Conselho de Ética? Sim, todos têm direito a uma 2ª chance, desde que paguem pelo erro ou provem inocência.

O erro não é você errar. O erro é você permanecer no erro, tentar encobri-lo e, pior, tirar proveito da situação como se correto você fosse.

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