sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Pesquisas e análises... análises e pesquisas...

E os pré-candidatos à Presidência da República analisam as últimas pesquisas e já se movimentam para melhorar ou reverter o quadro. O governador de São Paulo José Serra, que está à frente, inteligentemente faz de conta que a corrida rumo ao posto máximo da nação ainda não começou, agradece o apreço popular mas, nos bastidores, mobiliza contingente considerável de assessores para apurar o porquê de queda de 4%, de 38% para 34%,registrada de junho para setembro.

Ao contrário do que previa o PT, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não só parou de crescer como despencou também quatro pontos, de 18% para 14%. Teoricamente, o desempenho de Serra e Dilma pioraram por dois motivos. A entrada no cenário de dois possíveis candidatos: a senadora Marina Silva, que aparece pela 1ª vez nas pesquisas, e o deputado federal Ciro Gomes que, aliás, desponta como o fiel da balança ao dividir com Dilma o 2º lugar nas pesquisas. Marina está na rabeira, com 6%, mas tem grandes chances de melhorar sensivelmente sua posição.

No noticiário de hoje há destaque para o fechamento de acordo informal entre PT e PMDB, que redundaria na chapa Dilma presidente e Michel Temer para vice. Apesar de a convenção do partido só ocorrer em meados do próximo ano, analistas dão como favas contadas a união. Os próprios peemedebistas defensores de um apoio ao tucano José Serra sinalizam que, pelo andar da carruagem, o máximo que pode ocorrer no horizonte que se desenha é o PMDB não selar acordo e liberar seus correligionários para subir no palanque que quiserem.

A seu lado, Ciro Gomes, sempre disposto a falar o que pensa, disparou que a suposta aliança PT e PMDB é "frouxa". Sabe por quê? O parlamentar acha que uma junção deste tipo deve ser permeada por "um sentido moral e intelectual defensável", o que, no seu entender, não é o caso. No mais, Ciro propaga aos quatro ventos que sua candidatura pode desencadear uma estratégia governista de levar o pleito para o 2º turno. Acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, detentor de invejável popularidade - a pesquisa CNI/Ibope dá ao petista nada menos que 81% de aprovação -, pode, sim, lançar mão de dois candidatos, Ciro e Dilma. Marina correria por fora, no jogo de Serra, adverte Ciro. Sobre isso, a direção do PSDB não está tão animada. Acredita que Marina tirou e pode continuar a tirar votos também do governador paulista. O tucanato, entretanto, confia que Serra, além de possuir gordura para queimar, ainda pode voltar a crescer, sobretudo depois que for realmente lançado oficialmente candidato do PSDB à Presidência da República.

O que parece não haver dúvidas é o fato de Ciro Gomes, integrante do PSB, da base de sustentação do governo, manter-se na situação e, claro, desafeto despojado e declarado do governador José Serra.

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