Ele nega, esquiva-se com sutileza. Mas o fato é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é responsável, sim, por grande parte do processo que culminou com a escolha do Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A Cidade Maravilhosa, que vem de duas tentativas frustradas na mesma direção, bateu Chicago, Tóquio e Madri, numa emocionante solenidade realizada na capital dinamarquesa Compenhague.
Afinal, o ex-torneiro mecânico nordestino está à frente de uma economia que não se cansa de dar bons sinais de desenvolvimento e poder de recuperação, sobretudo após vendaval financeiro internacional que devastou boa parte dos países nos cinco continentes, a partir de setembro do ano passado. O fato não foi esquecido pelo "cara" - como reconhece o também carismático presidente norte-americano Barack Obama -, durante explanação em defesa da candidatura da capital fluminense hoje de manhã.
A seguir, trecho de reportagem veiculadas na Folha On Line: "Lula lembrou que esteve recentemente na Cúpula do G20, grupo que reúne os países industrializados e os principais emergentes, nos dias 23 e 24 de setembro, nos Estados Unidos, e afirmou que o encontro desenhou um novo panorama mundial, no qual países como o Brasil têm mais espaço.
O Brasil vive um momento mágico, excelente, com uma economia pujante que permitiu a 30 milhões de pessoas sair da pobreza nos últimos anos. Damos todas as garantias possíveis para os Jogos e reiteramos o compromisso de todos os poderes políticos brasileiros com a candidatura", disse.
As garantias financeiras encerraram a sabatina do COI ao comitê do Rio. Lula falou sobre o compromisso das três esferas do governo e ressaltou o ato olímpico assinado pela Câmara, que dá garantias que todo o país está envolvido no projeto.
"O Brasil aprendeu a cumprir todos os seus compromissos, isso porque precisamos todo dia mostrar ao mundo que o Brasil se tornou uma nação desenvolvida, capaz de mostrar no século 21 o que não fez no anterior", ressaltou o presidente.
Palavras tão contudentes que levaram o presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, a arrepiar.
Agora, o que não se admite são políticos, a maioria de oposição, dar entrevistas na tentativa de também serem coadjuvantes no episódio. Ah! Esqueci-me de que o Brasil vive período pré-eleitoral e os urubus não perdem tempo. Cuidado, eleitor... . Pense no que Lula representa hoje para o Brasil e o mundo. Não permita que todo um trabalho vá por água abaixo.
Foto: Pawel Kopczynski/Reuters
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