sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Quebradeira no Japão

E o sinal vermelho no balanço de gigantes desandou no Japão. O período crítico foi entre outubro e dezembro de 2008. A Sony - multinacional que atua no ramo de eletroeletrônicos e entretenimento - anunciou queda de mais de 95% em seu lucro líquido. Enquanto a Honda, segunda maior fabricante de veículos do país, anunciou retração de 90% nos ganhos. E a empresa de eletroeletrônico Toshiba amargou prejuízos de mais de U$ 1 bilhão, frente aos mais de 800 milhões positivos registrados em 2007.

Nesta sexta-feira, os grupos de eletrônica e telecomunicações NEC e industrial Hitachi informaram a extinção de um total de 27 mil empregos. A pancada aumenta se unida aos milhares de empregos perdidos nos últimos dias na Terra do Sol Nascente.

E como reflexo dos maus resultados, os índices das bolsas da Ásia tombaram hoje, com destaque para o recuo de 3% na Bolsa de Tóquio, no Japão.

Lula a todo vapor

Indiferente ao desespero cada vez mais evidente da oposição, que tenta emplcar, sem sucesso, o velho discurso do uso eleitoreiro da máquina pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua a implementação de ações que beneficiam a classe mais pobre da sociedade. Depois de ampliar o Programa Bolsa-Família, Lula agora pretende espantar dois fantasmas com apenas uma tacada: o déficit habitacional e os efeitos da crise econômica mundial. O Governo quer comprar, por meio de licitação e direto de grantes, médias e pequenas construtoras, casas para famílias de baixa renda (entre R$ 1.200 e R$ 2.200) e refinanciá-las pela Caixa Econômica Federal. A intenção é viabilizar a edificação de um milhão de novas residências até 2010. De quebra, a medida, que integra pacote da habitação - cujo fechamento deve ocorrer na próxima semana -, visa manter aquecido o setor da construção civil diante das dificuldades mundiais.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Lula e o Bolsa-Família

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ampliar o Bolsa-Família, claro, gerou disse-que-disse tanto da oposição como da imprensa. Os críticos denunciam tratar-se de iniciativa meramente eleitoreira. Além disso, há quem argumente que o benefício seja símbolo máximo do assistencialismo.

Ora, até então o Brasil desconhecia políticas públicas sérias voltadas para a classe pobre. O país sempre se curvou aos interesses dos mais abastados, muitas vezes por meio do estímulo criminoso à miséria. O raciocínio é simples: quanto menos cidadãos em condições de desenvolver um senso crítico acerca da realidade que o cerca melhor. Basta saber assinar o nome para votar e tudo bem. Na verdade, a indústria da miséria costuma ser a base eleitoral de grande parte da classe política. Sem essa plataforma, talvez muitas das "excelências" que lotam executivos e parlamentos em todo o Brasil perdessem o lugar que hoje ocupam sem merecer. Daí a falta de esforço para melhorar áreas estratégicas - saúde e educação, por exemplo - que definem o senso crítico de qualquer nação.

Quando surge um líder vindo das massas - quer os representantes da elite falida nacional queiram ou não aceitar o fato - e honra o compromisso assumido em palanque de garantir o sagrado e primordial direito à alimentação básica, o mundo desaba. O Bolsa-Família representa oportunidade de pessoas submersas da carestia quase que absoluta de reencontrar forças rumo à dignidade de um emprego que lhes garanta o pão de cada dia. O problema do Brasil não é só aprimorar saúde ou educação. Não, o gargalo da Terra de Santa Cruz está na crueza do analfabetismo e na fome pura e simples. Quando a situação chega a tal ponto, urge a tomada de medidas drásticas que, diante das circunstâncias, esbarram, sim, no assistencialismo. Vale o ditado popular de que "saco vazio não para em pé". Para trabalhar, a pessoa precisa colocar no organismo o alimento que assegure seu bom funcionamento. No caso do Governo Lula, a nomenclatura correta seria política complementar de renda.

Na última quarta-feira, Lula ampliou os tentáculos do Bolsa-Família para 1,3 milhão de famílias com renda mensal per capita de até R$ 137. Até então, a autorização abrangia famílias com renda mensal per capita de R$ 120. A primeira inclusão de beneficiados ocorrerá a partir de maio. A estimativa é de que o investimento custe aos cofres públicos algo em torno de R$ 549 milhões neste ano. Cada família pode receber até R$ 60 por mês. Os interessados devem procurar o setor responsável pelo Programa no município e apresentar documentos pessoais, como título de eleitor ou CPF, para se cadastrar no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

Eis porque Lula é imbatível nas urnas. A coragem de olhar para os carentes não com pena, mas com lentes que enxergam neles pessoas aptas a assumirem a condição de cidadãos brasileiros, coloca o atual presidente num patamar invejável em popularidade. Mais de 80% de aprovação. E por isso mesmo odiado por aqueles que, nem de longe, fazem-lhe sombra. Foto reporterdiario

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Roma X Israel

O tempo começou a fechar em Roma. Os sinais da tempestade vieram do oriente, mais precisamente da Terra Santa. O rabinato de Israel cortou relações com o Vaticano. O motivo foi a decisão do Papa Bento XVI de retirar a excomunhão de quatro bispos considerados ultraconservadores, sagrados pelo polêmico arcebispo francês Marcel Lefbvre, fundador da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. O ato invalida as consequências de episódio ocorrido em 1988, sob protestos do Papa João Paulo II, que acabou por decretar o quarto cisma da Igreja Católica, já separada dos ortodoxos, protestantes e anglicanos. A justificativa de Paulo II era de que as ideias do tradicionalista Lefbvre batiam de frente com as mudanças pastorais advindas do Concílio Vaticano II, na década de 60, aclamado como a via de acesso da Igreja ao mundo, uma espécie de modernização em vários sentidos.

Sem o carisma de seu antecessor, o atual Pontífice, entretanto, dá mostras de ser ele mesmo. O que significa dizer que Ratzinger mantém coerência com uma linha de pensamento mais voltada para as questões internas eclesiais. Basta atentar para alguns documentos que já lançou e que cuidam especialmente da liturgia. Ao contrário de João Paulo II, que quis reconstruir a imagem do catolicismo extramuros. O Papa Peregrino não se cansava de alertar sobre a urgência do ecumenismo e diálogo inter-religioso, quando todos deveriam esquecer as diferenças e se concentrar naquilo que os unia. Fez um belo trabalho. Tanto que, em seu funeral, compareceram chefes de estado em número jamais visto e representantes de diversas crenças.

Com a reintegração dos prelados, Bento XVI, ao que parece, deseja apenas dar continuidade à tentativa de reservar lugar às várias correntes de pensamento na Igreja - progressista, tradicional e conservadora -, a partir da reabertura de espaço para líderes do tipo de Dom Bernard Fellay, um dos que foram elevados ao episcopado por Lefbvre e a quem cabe hoje comandar a São Pio X. Percebendo a possibilidade de um simples ato ter efeito retardado de bomba, ele pediu perdão pelas afirmações esdrúxulas do companheiro de ordenação Dom Richard Williamson, que negou o extermínio de seis milhões de judeus na 2ª Guerra Mundial, questionou a necessidade de as mulheres estudarem e a veracidade de uma conspiração que redundou nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Enquanto o Papa Bento XVI, conforme noticiou a imprensa, tratou de remomerar a tragédia do holocausto nesta quarta-feira.

Que uma coisa fique bem clara em todo esse imbróglio. O problema não está na iniciativa de Bento XVI, cuja missão, de fato, não é outra senão unir o rebanho católico. O erro persiste no atual contexto sócio-político-econômico do planeta, que traz em seu bojo uma violenta crise econômica internacional e o agravamento do antigo conflito judeu-palestino na Faixa de Gaza. Uma simples palavra pode causar transtornos gigantescos. Veja o que provocou, não faz muito, comentário crítico do Papa Bento XVI, teólogo bastante respeitado, numa universidade, sobre o Islã. Os céus da Cidade Eterna precisaram ser vigiados, devido à ameaça de ataque.

Daí a conclusão de que, talvez, nunca na história a arte da diplomacia tenha adquirido status tão visceral como na contemporaneidade. Aguardemos os acontecimentos, porém, para emitir melhor análise.

Tempo fechado para Robinho

O atacante Robinho treina pelo Manchester City, certamente sob o impacto das denúncias que, hoje, lhe caíram sobre os ombros. O craque da Seleção Brasileira é acusado de abuso sexual na Inglaterra, onde joga. São pouquíssimas as pessoas preparadas para a fama. Creio que Robinho, de 25 anos, seja um exemplo bem acabado da triste conclusão. Despontou no Santos de Pelé em 2002, quando tinha apenas 18 anos. Como toda revelação nacional, logo foi fazer sucesso no futebol europeu. Primeiro no espanhol Real Madrid e, agora, no Manchester. Uma pena... . Esses garotos deveriam observar casos como o de Ronaldo, que um dia tornou-se Fenômeno e agora não passa de um craque-zumbi, à beira do precipício. Tal qual no post abaixo, as lentes mágicas transformam em arte todo um contexto. Retratam fielmente a situação constrangedora vivida por Robinho que, diga-se de passagem, nega tudo. O tempo fechou... . Foto AP

A arte que toca, e transforma, até mesmo o mais rigoroso inverno

Um close na cidade de Kiev, Ucrânia, coberta por forte neblina. É o rigor do inverno europeu retrado pelas lentes mágicas de Sergei Chuzavkov, da AP.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

"Operação Valquíria"

O filme de Bryan Singer narra um dos momentos mais dramáticos da 2ª Guerra Mundial. Era 1944, quando os aliados já tinham o controle da situação e avançavam feito águia contra Alemanha, Itália e Japão, que formavam o temido Eixo. Na época, muitos membros das Forças Armadas germânicas já cogitavam a possibilidade de uma rendição, mas esbarravam na teimosia de Hitler, que insistia em manter o conflito. Então, um grupo liderado pelo conde Claus Schenk Graf von Stauffenberg arquiteta um plano para assassinar o Füeher. Batizada de Operação Valquíria, a ação, entretanto, fracassa e os conspiradores são cruelmente mortos. Entre eles está o lendário marechal-de-campo Erwin Rommel, comandante do não menos famoso Afrika Korps, destacamento do exército alemão que atuou no Norte da África, entre 1941 e 1943. Celebrizado como a Raposa do Deserto, Rommel recuperava-se de ferimento sofrido no desembarque aliado na Normandia (França), o Dia "D", quando foi acusado de ter ligações com os participantes da Operação Valquíria. Acabou sendo induzido a suicidar-se. No elenco do longa está Tom Cruise, que promete vir ao Brasil para o lançamento do filme no país, no próximo dia 13 de fevereiro. Acompanham-no Kenneth Branagh, Bill Nighy, Tom Wilkinson, Carice van Houten, Thomas Kretschmann, Terence Stamp, Eddie Izzard, Jamie Parker, Christian Berkel, Julian Morris, Tom Hollander, David Bamber e Ian McNeice. Acima, o trailer do filme, que parece ser de boa qualidade. Aguardemos a estreia para melhor juízo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Aborto, massa de manobra de poucos que afeta a vida de muitos

A capa de Veja desta semana traz à tona assunto tão polêmico quanto massa de manobra de uns poucos que, ao que parece, conseguem êxito na mídia no esforço de provar uma tese fajuta. A de que é melhor matar uma vida inocente do que discutir a temática do aborto com a seriedade e isenção necessárias ao seu bom entendimento. Passa-se, então, a ideia de que a mulher pode dispor da vida de um ser que traz dentro de si simplesmente porque não a desejou. Ora, siniceramente, engravidar hoje, num contexto em que os métodos contraceptivos estão à disposição nas farmácias para qualquer pessoa que queira, é, no mínimo, de uma ingenuidade que já não convence ninguém no mundo onde a informação é de facílimo acesso. Outro ponto que requer atenção diz respeito à tendência de o aborto passar a ocupar lugar entre os métodos contraceptivos e não como última e drástica opção. É a velha história do casal de namorados adolescentes que, "por descuido", acaba na condição de pais de primeira viagem. "Sabe como é, não desejamos, não temos nenhuma condição de criar um bebê. Então é mais fácil tirar, sabe... não queremos, mas... ." Certamente há muita gente que pensa, ou pensará, assim... .

São Paulo, por Dom Geraldo Majela

O Arcebispo Emérito de Montes Claros, Dom Geraldo Majela de Castro, de 78 anos, presidiu ontem, às 9h, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, centro de Montes Claros, Missa em Ação de Graças. A liturgia celebrava a Festa da Conversão de São Paulo. Na homilia, Dom Geraldo Majela fez bela explanação, primeiro sobre a trajetória daquele considerado um dos pilares da Igreja. O outro é São Pedro. Ele explicou que a comemoração reveste-se de significado especial justamente porque o Papa Bento XVI decretou como Ano Paulino o período que vai de 29 de junho (Solenidade de São Pedro e São Paulo) de 2008 ao mesmo dia de 2009. A iniciativa é para lembrar entusiasticamente os 2000 anos desse importante personagem bíblico.

Primeiro, Dom Geraldo lembra um pouco da história de Saulo de Tarso, como era conhecido o até então temido e culto fariseu, um dos grupos de judeus integrantes da elite político-religiosa da época. Sobre as atitudes de Saulo, Dom Geraldo recorda uma em especial. "Interessante a gente observar a morte de Estêvão, o primeiro mártir do Cristianismo", que, antes de entregar o espírito, levantou em meio às pedras que lhes eram jogadas contra o corpo - com a permissão de Saulo - e pediu para que Deus perdoasse seus algozes. Embora seja quase certo que a comovente cena tenha-o tocado profundamente, Saulo continuou a perseguir os cristãos. Até que, a caminho de Damasco, após ser derrubado do cavalo e perder a visão, Saulo esteve frente-a-frente com Jesus ressuscitado e dele ouviu a indagação contundente: "Saulo, Saulo, por que me persegues?". "Vejam vocês que essa passagem representa que quando aIgreja é perseguida é a próprio Cristo que padece, que é perseguido", comenta Dom Geraldo, numa alusão à conversão de Saulo que, doravante, ficaria imortalizado como o apóstolo Paulo de Tarso.

Noutro momento, o Arcebispo Emérito enumerou três momentos que devem obrigatoriamente pontuar a caminhada de conversão do cristão, sempre sob a perspectiva paulina. "O primeiro deles é desenvolver um amor louco por Jesus. A família, os amigos, o trabalho, o dinheiro, tudo acontece pelo amor a Jesus, a ponto de, como narra Paulo em suas famosas cartas: já não sou eu quem vivo, mas Cristo que vive em mim", ensina para, a seguir, citar a importância da participação na Igreja, enquanto "corpo místico de Cristo". "Há o senso comunitário, o viver como irmãos para testemunhar a presença de Cristo em nós", frisou. E tudo culmina na missão de evangelizar, frisa a respeito da grande e decisiva contribuição do apóstolo dos gentios, encarregado de levar a Boa Nova da Salvação além dos muros de Israel. "Evangelizar não significa necessariamente ter que viajar pelo mundo, não, como fez Paulo. Cada um de nós pode transmitir a palavra de Deus durante 24 horas por dia", completa e destaca que, caso Paulo fosse vivo hoje, certamente ele utilizaria os meios de comunicação (TV, rádio, internet) para passar a mensagem de Cristo. "É isso que devemos fazer. Evangelizar com os instrumentos de que dispomos", finaliza. Foto de minha autoria

domingo, 25 de janeiro de 2009

Sexta-feira negra para a vida nos EUA

As boas relações do Vaticano com os Estados Unidos parece que estremeceram de vez. Primeiro, o presidente Barack Obama emitiu nota em que classifica os 36 anos da histórica decisão da Suprema Corte norte-americana favorável à legalização do aborto como um período de maior proteção à saúde da mulher e da delimintação das ações do governo quanto a questões íntimas familiares. Ele disse que todos devem desenvolver esforços no sentido de se evitar a gravidez indesejada e, por conseguinte, a necessidade de interrupção. Na última sexta-feira, 23 de janeiro, como acontece todos anos, desde a polêmica decisão, em 1973, milhares de pessoas contrárias ao aborto saíram às ruas para protestar em Washington.

No mesmo dia, Obama autorizou os primeiros testes clínicos, com células-tronco embrionárias, em pacientes portadores de paralisia. A confirmação veio0 do FDA (Food and Drug Administration), a agência reguladora de fabricação e comercialização de medicamentos e alimentos no país.

Ainda no dia 23, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos derrubou dispositivo que proíba a todas as organizações não-governamentais o direito a financiamento do Estado americano para o aborto ou fornecimento de serviços relacionados à prática fora do país.

A reação da Igreja Católica, que combate qualquer iniciativa que atente contra a vida, não tardou. O Vaticano classificou de "arrogância" a atitude de Obama. "É a arrogância de quem acredita que faz o que é justo ao assinar um decreto que apoia o aborto e, portanto, a destruição de seres humanos", criticou o Arcebispo Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, numa entrevista ao jornal italiano "Corriere della Sera".

Fisichella bateu forte também sobre a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias (leia-se óvulo fecundado). "Minha primeira impressão é que cedeu à pressão das multinacionais do setor. O problema não é científico, e sim ideológico e econômico".

O presidente Barack Obama segue a linha de seu partido, o Democrata, ao posicionar-se favoravelmente a respeito, por exemplo, do casamento homossexual, do aborto e das pesquisas com células-tronco embrionárias. A seu lado, a Igreja mantém-se fiel à linha de defesa da vida e jamais aplaudirá o desrespeito a ela, sob que circunstâncias for. No que faz muito bem, porque, aceite-se ou não, a Igreja representa na contemporaneidade o pilar mais visível de uma lembrança crucial: o homem não é Deus. Donde conclui-se que haverá grandes embates nos próximos quatro anos.

É preciso entender, no entanto, que o povo americano elegeu Obama, não por causa da moral mas da urgência de se forjar um líder carismático o suficiente para conquistar a confiança interna e externa à maior potência do planeta. A crise econômica internacional e os desmandos do governo republicano de George W. Bush contribuíram de forma decisiva no sentido de conduzir Obama à Casa Branca, a despeito até de sua ascendência muçulmana. Hoje, aliado à crise, o medo do terrorismo assombra terrivelmente a sociedade yanquee.