Um mínimo de dignidade pressupõe aceitar o erro, corrigi-lo e, mais importante, atuar de forma que o deslize não se repita, certo? Nem tanto. Pelo meno é o que se deduz da reação da Câmara Federal diante da enxurrada de denúncias sobre o mau uso do dinheiro público em passagens aéreas e telefones celulares corporativos. Agora, os digníssimos parlamentares querem direito de resposta, na TV. O encarregado da inglória tarefa deve ser o presidente da Casa, deputado Michel Temer. Uma coisa é certa. A peça merecerá atenção, nem que seja só para saber quais argumentos montarão a inusitada produção.
Mas sinais vindos daquele braço do Congresso Nacional apontam para que lado irá a defesa dos deputados. A velha máxima da legalidade da prática certamente fará parte da "resposta" parlamentar. Leia a seguir trecho de matéria divulgada no site Comunique-se. "“A cobertura é desleal”, disse o deputado Cândido Vaccarezza, líder do PT. Ele e outros líderes partidários se queixam do que chamam de generalização das denúncias pela imprensa. Vaccarezza diz que para a mídia todos participaram da farra das passagens. "As regras vigoravam havia 49 anos. Quem está corrigindo, graças à pressão popular, somos nós", defende." Alguém podia lembrar ao nobre deputado que o legal não justifica a imoralidade e, como ele mesmo reconheceu, as medidas que restringem o uso de bilhetes aéreos - indiscriminadamente distribuídos a parentes, amigos , artistas e até para bancar o transporte de clube de futebol - só foram levadas a efeito única e exclusivamente por causa da pressão da mídia e, por tabela, da opinião pública. Noutras palavras, algo que seria obrigação, mera formalidade de uma instituição pública ocorreu por pressão.
É o risco que corro. Mas vá lá. Apesar das boas atuações de Ronaldo no Corinthians, não vejo como ele pode retornar para a Seleção Brasileira. Acabo de passar pelo portal Globo.com e, surpresa, deparo-me com o resultado de enquete em que, segundo a notícia ali veiculada, 81% de 200 mil pessoas que supostamente votaram querem ver Nazário novamente com a camisa amarela. Penso que tudo não passa de pressão para, quem sabe, dar vigor ao combalido escrete canarinho. Na falta de ídolos naturais, fabricam-se craques nem que seja à custa de maquiar zumbis. Isso mesmo.
O mundo político nacional foi balançado com a notícia da doença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata a candidata à Presidência da República. O PT e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiram adotar a cautela. Devem manter-se em compasso de espera diante da evolução do tratamento do câncer linfático da ministra. Segundo avaliação médica, o diagnóstico precoce do mal oferece ao paciente chances de cura que chegam a 90% dos casos.
O Cruzeiro fez uma partida belíssima contra o Atlético agora há pouco no Mineirão, em Belo Horizonte, onde repetiu o placar do ano passado. Goleou o arquirrival por 5 a 0 no primeiro jogo da decisão do Campeonato Mineiro e, no próximo domingo, pode perder por até quatro gols que, ainda assim, leva a taça para a Toca da Raposa. Quem não assistiu ao confronto e soube apenas o resultado pode cair na tentação de pensar que foi um jogo fácil. Ledo engano. O primeiro tempo começou com o Galo mais presente na pequena área azul. Até que Kléber recebeu um presente de Wagner de calcanhar e colocou a bola no canto direito do goleirão Júnior. Um golaço, uma pintura. A etapa inicial terminou em 1 a 0. No segundo tempo, sim, o Cruzeiro arrebentou, passeou em campo. Meteu quatro diante de um Atlético apático, que praticamente andava em campo. O juiz Paulo César fez uma arbitragem sem sobressaltos, apesar da expulsão de três jogadores: dois alvinegros e um celeste. Com essa vitória maiúscula, o time do técnico Adilson Batista completa dois anos sem perder para o Atlético.