sexta-feira, 26 de junho de 2009

Luto na música: Michael no Jackson Five

Aqui, o pequeno Michael Jackson interpretando a bela "Ben", música que encarna a década de 70 à perfeição. Quem viveu esses anos há de concordar... .

Luto na música

Mais do que os escândalos que marcaram os últimos tempos de sua vida artística, as tentativas insanas de embraquecimento da pele (muitas vezes sustentadas como tratamento médico) e as acusações de pedofilia, Michael Jackson deve ser lembrado pelas preciosidades que deixou para a música pop mundial. Nos áureos tempos do Jackson Five, na década de 70, foram várias pérolas como, por exemplo, "Ben", cantada por ele, ainda criança. Esse hit é a cara do período. Nos anos 80, Jackson presentou o planeta com o maravilhoso álbum Thriller, que inovou a música, a dança e o videoclip.

Michel morreu quinta-feira, 25 de junho, vítima de parada cardíaca. Ele fazia sucessivos esforços para retornar às grandes turnês, após 12 anos de ausência, com o uso abusivo de remédios. Disso tudo fica a impressão amarga de que Jackson não precisava morrer tão jovem. Tinha apenas 50 anos.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Biscoito fofão com catraca de caminhão, alguma coisa em comum?

É impressionante como os entusiastas do fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo simplificam a questão. Arvoram-se em levantar a bandeira da liberdade de expressão como argumento. Ora, liberdade de expressão pressupõe toda e qualquer forma de se manifestar, enquanto liberdade de imprensa requer desenvoltura para resportar ao público o que seja de interesse público, entende? A imprensa é o "modus operandi" da notícia, feita por quem sabe ordenar ideias de forma a encontrar e respeitar a versão que condiz com a linha editorial do jornal, rádio ou TV em que trabalha. No caso da internet, entrariam apenas os portais desses veículos, evidentemente conduzidos de ou a partir de regras em vigor numa redação.

E qual o conceito de notícia? O fato que interfere, direta ou indiretamente, na vida da comunidade. O inusitado, etc etc etc . Tudo que beneficie a coletividade ou que, de alguma maneira, atraia a atenção. Há nos jornais a sessão "Opinião", espaço onde o leitor pode escrever, dar seu parecer a respeito de determinado assunto, desde que saiba o mínimo de português. Daí permitir o uso da primeira pessoa (tanto do singular como do plural), algo impensável na matéria jornalística, que deve buscar sempre a isenção por meio da multiplicidade de fontes. O jornalista procura distanciar-se ao máximo do acontecimento e narrar apenas, embora a imparcialidade seja algo impossível.

Pois bem. À medida que leio artigos ou mesmo matérias sobre a estapafúrdia decisão do Supremo Tribunal Federal fico mais convencida da confusão - se intencional ou não, sinceramente não sei - que se estabeleceu em torno do imbróglio. Fica a impressão de que o jornalismo virou casa de ninguém, sem qualquer limite ou exigência, semelhante ao começo da atividade, lá pelos séculos XVII e XVIII, quando o idealismo imperava soberano. A paixão movia aguerridos defensores da liberdade. Só que, na época, em pleno Iluminismo, em que a humanidade vivia o momento ímpar da dupla revolução - Francesa (1789) e Industrial (1846) -, a mudança de mentalidade e o surgimento de nova ordem sócio-político-econômica impulsionaram a então nascente imprensa (leia-se impressão de jornais). Hoje, a realidade é outra e exige bem mais que viver à mercê de supostos dons, sem qualquer formação específica ou conhecimento científico.

A diferença de uma faculdade é que ela ensina o porquê e as consequências do fazer. Trata-se de laboratório, de pesquisa, sempre com o objetivo de melhorar, no caso a Comunicação Social enquanto ramo do conhecimento.