sábado, 24 de outubro de 2009

De embargos e pesquisas

Este post visa comentar dois episódios que, por ora, marcam febrilmente os noticiários atuais.

Antes, porém, seria correto fazer dois alertas aos internautas. Primeiro, que a imprensa lida com versões e não com verdades absolutas. Isso significa que a notícia em si é veiculada conforme a linha editorial dos meios de comunicação. Só aí dá para entender que a grande maioria delas, sem exceção, chegam carregadas de interesses que não o de meramente informar. O objetivo principal é formar opinião em torno de determinado assunto.

E segundo é que não se pode desprezar que o Brasil já vive sob a expectativa das eleições 2010, quando serão escolhidos presidente, senadores e deputados (federal e estaduais). Então, conclui-se que, a partir de agora, tudo que você lê, ouve ou vê mereça maior atenção, sobretudo na análise de conteúdo.

Pois bem. A grande mídia alardeia aos quatro ventos o episódio em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tece críticas ao Tribunal de Contas da União. Lula acusa o TCU de "travar" a nação, porque a Polícia Federal remeteu ao órgão inquérito sobre supostas irregularidades num lote de licitações para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), avaliadas em R$ 400 milhões.

Interessante perceber, no contexto, que são órgãos federais - sob a tutela do governo Lula -, que se arvoram em denunciar prováveis falcatruas no PAC, cujos críticos apontam como plataforma política para a pré-candidata do PT, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Mais um ponto para o presidente Lula, que expõe as vísceras do sistema e, apesar disso, não cerceia a atuação das respectivas instituições, ao chefe supremo da nação ligadas. Governo que fiscaliza governo. Democracia é assim, não é?

Mas há o outro lado da moeda. Afirmam alguns que o TCU também entrara na sujeira política e, ao contrário do que deveria ocorrer, intervém sob auspícios partidários. Algo inconcebível? Sim, claro! Sinto lembrar, contudo, que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, recentemente saiu do casulo do STF para atear fogo à polêmica (para a oposição) viagem do presidente Lula às obras de revitalização e transposição do rio São Francisco. Disse que condenava a antecipação do processo eleitoral. Para o bom entendedor, meia palavra basta.

O TCU, entretanto, caiu no buraco. O blog do Josias de hoje escancara que, a exemplo das obras do PAC que deseja embargar, o próprio TCU detém uma paralisada. Adivinha por quê? Problemas na licitação. Também. Trata-se de construção destinada a abrigar secretarias do Tribunal. Ao que tudo indica, a obra foi interrompida, com prejuízos de R$ 2 milhões. A construtora simplesmente parou o serviço, quando atingira apenas 20% do total acertado. Recebeu R$ 12,9 milhões do R$ 70 milhões previstos.

Na ponta do iceberg ainda tem as pesquisas, que representam algo preocupante. Os institutos tidos como confiáveis por vezes transformam-se em protagonistas. Caso do Ibope, que não demonstrou qualquer escrúpulo em declarar, à revista Veja, o vencedor das eleições 2010. Ora, falta um ano para o pleito e já personifica o futuro presidente? Há ainda os estudos fajutos, sob encomenda de políticos. Agora há pouco, uma deles vazou e, ao que parece, provocou verdadeiro curto-circuito num partido de oposição que, a propósito, não traz para si a autoria da encomenda.

Fica a cargo do internauta/cidadão, pois, observar as nuances dos acontecimentos. O que não pode é a ingenuidade, não raro presa fácil dos mal-intencionados.

O meu blog tem uma linha definida. Apoia a candidatura de Dilma Rousseff e admira o governo do presidente Lula.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A curva que assusta

* Maurício Dias

Há uma curva no caminho da pré-candidatura do tucano José Serra. Ela talvez seja um dos maiores fatores da imobilização política do governador paulista em relação à eleição presidencial de 2010, que tem levado seus aliados a certo desespero.

A curva mostra o comportamento longitudinal do eleitor em relação às candidaturas de José Serra e Dilma Rousseff.

“Esse comportamento em relação ao governador Serra apresenta uma base de 35% e, ao longo do tempo, sofreu uma variação positiva até o início de 2009. A partir daí, há uma tendência constante de queda”, aponta Marcus Figueiredo, responsável pelo trabalho.

Em junho de 2008, Serra alcançou 38,2% pela Sensus. Chegou a 42,8% no fim de janeiro de 2009 em sondagem de opinião feita pelo mesmo instituto.

A curva similar, em relação à candidatura da ministra Dilma Rousseff, aponta uma tendência sempre crescente.

Ser (candidato) ou não ser (candidato)? Eis a questão de Serra.

Essa curva era, até então, conhecida por poucos. Ela foi mapeada por Figueiredo, um especialista em pesquisas eleitorais. Professor do Iuperj, da Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro, foi utilizada por ele uma metodologia, usada nos Estados Unidos, chamada Poll of Polls (Pesquisa das Pesquisas).

Figueiredo tomou como base o resultado das pesquisas pré-eleitorais que representam a opinião da sociedade em momentos variados. Figueiredo usou dados das pesquisas do Ibope e dos institutos Sensus e Datafolha, realizadas entre fevereiro de 2008 e setembro de 2009. A representatividade das amostras é compatível e o objeto da pergunta é semelhante (“Se a eleição fosse hoje, em quem o senhor votaria?”).

Segundo ele, a ideia de fazer a “pesquisa das pesquisas” tem, exatamente, o objetivo de pegar as diferenças apontadas entre as pesquisas rotineiras, que, como retratos, mostram o presente.

A tendência dilui essas diferenças episódicas captadas pelos porcentuais de uma mesma pesquisa ou, eventualmente, de pesquisas de diferentes institutos feitas quase no mesmo momento. A tendência no tempo longo livra as candidaturas de circunstâncias episódicas.

Serra teme a derrapagem projetada por essa curva. Certamente, o deputado Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM, se preocupa muito com ela. Aliado principal do PSDB, Maia não esconde do eleitor suas angústias e tem forçado uma definição rápida. “A oposição está sem discurso, sem candidato. Estamos no pior dos mundos”, lamentou recentemente.

O gráfico da “pesquisa das pesquisas” aponta uma tendência, mas não assegura que a situação seja imutável. Marcus Figueiredo acredita, no entanto, que, “se o governador José Serra continuar escondido”, a tendência da curva continuará declinante e, em breve, poderá ser ultrapassado pela curva ascendente de Dilma Rousseff.

* Colunista da revista Carta Capital

Para matar a saudade 2 - The Beatles


Inicialmente, o hit Get back intitularia o último álbum lançado pelos quatro notáveis de Liverpool. Mudou-se o nome de última hora. Nada, entretanto, que tirasse o brilho dessa também bela música de MCcartney. Vale a penas lembrar... e escutar... . O interessante é a falta de entrosamento do grupo, àquela altura, em 1969, bastante perceptível.

Para matar a saudade - The Beatles


No vídeo, Paul MCcartney interpreta Let it be, que deu nome ao último álbum lançado pelos Beatles, no começo dos anos 1970. Eternamente...

Brasil de Lula

"Tem duas concepções de ver o Brasil. Tem pessoas que governam o Brasil para o imaginário de uma pequena casta. E tem pessoas que governam pensando em envolver 190 milhões de brasileiros. Quebramos o preconceito de primeiro de ter que enxugar a máquina, fazer o país crescer e, então, dividir. Vivi isso durante quatro décadas. Quando resolvemos fazer política social, dissemos que era possível crescer concomitantemente e criamos uma nova casta de consumidores que está ajudando a indústria e o comércio."

O comentário acima foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista à Folha de S. Paulo, anteontem. Uma das afirmações mais importantes foi exatamente essa cujo teor envolve um pesadelo vivido décadas atrás. Os governantes chegavam ao poder - de 1964 até 1985, indicados pelos militares ou via Colégio Eleitoral; e, a partir de 1989, por eleições diretas -, faziam discursos eloquentes, recheados de frases danificadas por um economês que beirava o ridículo, para, no fim, lamentarem que o desenvolvimento do país passava necessariamente ao fio da navalha do Fundo Monetário Internacional. Noutras palavras, era preciso pagar o "impagável": a dívida externa brasileira, acompanhada de juros exorbitantes. Os investimentos no social, infelizmente, ficavam para depois. E assim a humanidade seguia seu curso.

Até que um ex-torneiro mecânico assumiu o comando da Terra de Santa Cruz, a partir de 2003. Sem se descuidar do "abacaxi" que herdara do governo de Fernando Henrique Cardoso e companhia, prometeu, e cumpriu, olhar com mais atenção para os empobrecidos.

O resultado dessa "loucura"? Bem, (re)leia o que a mídia divulgou em larga escala ano passado:

"Em 21 de fevereiro deste ano, o Banco Central (BC) confirmou que a soma de ativos do País superou o total da dívida externa do Brasil, que se tornou credor internacional pela primeira vez na história. O fato significa que as reservas são suficientes para pagar a dívida e foi concretizado principalmente pelo fortalecimento das reservas internacionais e pelo programa de recompra da dívida externa e antecipação de pagamentos.

Segundo dados do BC, a dívida total líquida - resultante da subtração dos ativos do País no exterior em relação à dívida externa bruta - era de US$ 135,7 bilhões em 2004 e foi caindo até alcançar valor negativo pela primeira vez (US$ 11,9 bilhões) em dezembro de 2007. As contas da autoridade monetária foram consolidadas apenas em fevereiro de 2008, quando os brasileiros puderam comemorar a boa notícia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse à época que a passagem de devedor para credor internacional foi o "segundo grito da independência" do País. A mudança repercutiu pelo globo e aumentou a confiança dos investidores na maior economia da América Latina, além de ajudar o Brasil a obter a classificação de grau de investimento das agências de risco." (texto extraído do Portal Terra de 21 de fevereiro de 2008)

A seguir, conheça um pouco a história da propalada dívida "impagável", pesquisada no Globo Online da mesma data:

"1824: O Brasil, como nação, já nasceu com dívidas. O Imperador Pedro I pediu empréstimo externo para cobrir dívidas da colônia.

1829: Ainda na época do Império, houve a primeira renegociação da dívida externa brasileira, que foi chamado de empréstimo ruinoso, para pagar débitos vencidos.

1858: Da independência até o fim da Monarquia, o Brasil contraiu 17 empréstimos em bancos ingleses, para quitar débitos antigos.

1864-70: A Guerra do Paraguai trouxe mais dívidas para o país. De novo com a Inglaterra, que forneceu os navios e os empréstimos para bancar o conflito.

1898: O governo Campos Sales faz a primeira renegociação da dívida da República, reunindo num só crédito todos os empréstimos a vencer.

1931: A primeira moratória brasileira foi anunciada na capa do "New York Times".

1937: O Estado Novo de Getúlio Vargas suspendeu o pagamento dos serviços de todos os empréstimos por três anos.

1959: Juscelino Kubitschek rompeu com o Fundo Monetário Internacional (FMI), ficando fora do circuito financeiro mundial. O Fundo não aceitava os níveis da inflação brasileira.

1973 a 1980: O governo militar sustentou o milagre econômico tomando empréstimos abundantes. Com a crise do petróleo, a dívida externa disparou, para cobrir o rombo na balança comercial. O país importava 85% do petróleo que consumia.

1983: Com as reservas negativas, o governo informa aos credores que passará a pagar apenas os juros: não mais o principal de sua dívida externa.

1984 a 85: Durante esse período, o Brasil assinou vários acordos com o FMI, mas nunca cumpriu as metas fixadas nas cartas de intenção. O termo waiver (perdão) ficou conhecido no noticiário econômico. Nessa época, a fama do fundo entre os brasileiros piorou muito, diante das exigência do organismo para se renegociar a dívida, que arrochava a economia.

1987: O governo Sarney interrompe unilateralmente o pagamento dos juros da dívida, mantendo só o principal (US$ 2 bilhões).

1998: Com a âncora cambial e a abertura econômica, as importações elevam o déficit comercial. Somado ao déficit das contas públicas e à crise da Ásia, o Brasil recorre de novo ao FMI, e assume o compromisso de ajuste externo, aumentando exportações.

2002: Foi a última vez que o país recorreu ao FMI. Com a cotação do dólar avançando fortemente, o Brasil foi obrigado a pedir uma ajuda de US$ 15,5 bilhões ao fundo, diante das baixas reservas do país. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, que foi negociador da dívida em outros governos, foi o último ministro a ir ao FMI.

2005: O Brasil paga antecipadamente o empréstimo de US$ 15,5 bilhões, que venceria em 2006 e 2007. Com isso, o país economizou US$ 900 milhões de juros.

2006: O país resgata US$ 20 bilhões em títulos da dívida externa, inclusive, os bradies, papéis emitidos quando Brasil saiu da moratória em 1990."

Agora, estimado internauta, leia o que a mídia propagou recentemente:

"Aos olhos de hoje, é correto dar o braço a torcer, inclusive este jornalista, e dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acertou quando disse no ano passado que a crise econômica mundial chegaria ao Brasil como uma marolinha. Diante das expectativas da época de governos, empresas e veículos de comunicação do mundo todo, o que bateu no país foi mesmo uma marolinha.

Na virada de 2008 para 2009, parecia que o planeta iria quase acabar. E Lula foi duramente atacado por seu otimismo. Ele cumpria o fundamental papel de animador do auditório na hora da crise, mas também a subestimava um pouco." (Trecho extraído da coluna do jornalista Kennedy Alencar, da Folha OnLine)

Para não perder o pique, saiba a imprensa diz hoje:

"Depois de dois meses de acomodação, o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) voltou a subir, alcançando o maior nível desde maio de 2008, o que mostra a confiança da população na recuperação da economia brasileira.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O índice, composto por cinco quesitos contidos na Sondagem de Expectativas do Consumidor, teve elevação de 2,2% entre setembro e outubro, ao passar de 111,2 para 113,6 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal." (Extraído da Folha OnLine de hoje, 23 de outubro)

Pois bem! O presidente Lula está com a popularidade em alta não é por acaso. Sabe o que distingue Lula da maioria dos políticos. Lula fala o que sente. Foi assim com uma comparação não muito feliz em que, na entrevista concedida à Folha, cita Jesus Cristo ao lado Judas, um trador, para ilustrar o chiqueiro em que se transformou a política. Realmente, a iniciativa não foi das melhores.

Mas Lula nunca escondeu um de seus defeitos: falar demais. Certa feita, disse que o ser humano tinha dois olhos, dois ouvidos, uma boca e um nariz. Ele, não. Tinha dois olhos, dois ouvidos, um nariz e DUAS BOCAS.

O que ninguém aguenta é político de oposição criticar o presidente. Tenha dó. O povo não é besta, não!!!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Solidariedade

* Rodrigo de Paula

Realmente é impressionante o quanto que podemos esperar das pessoas quando pedimos ajuda! Em menos de 24h, a quantidade de pessoas que se manifestaram doadores de sangue foi impressionante! Outras que não são doadores, mas que conseguiram encontrar outros que são doadores. As pessoas que repassaram e estão repassando a carta para outras pessoas e com isso motivou a generosidade de outras pessoas! É realmente emocionante e faz com que agente acredite que realmente existe solidariedade ainda neste mundo.

Mesmo que o sangue que você doar não seja o compatível para ela! Este ato irá ajudar várias outras pessoas que necessitam com urgência da sua doação. É um simples ato que ajudará não somente a minha mãe, mais sim muitas outras pessoas que se encontram enfermas e com necessidade de transfusão.

Gostaria de informar que além das diálises (filtração do sangue) que ela está fazendo constantemente, ela realizou uma transfusão de sangue devido à amputação de parte do pé esquerdo e o anticoagulante que ela está usando (deixa o sangue ralo e de fácil perda). Após a transfusão que ela fez, fomos orientados pelo médico a conseguir doadores de sangue para repor e contribuir com o abastecimento do estoque do banco de sangue do Hemominas de Montes Claros. Fato este que norteou este pedido de socorro. Não somente para minha mãe, mas também para todos aqueles que necessitam da doação de sangue.

Pode acreditar! A sua doação vai ajudar muito Dona Rita e também várias outras pessoas! Eu e minha família estamos muito gratos por todas as manifestações de apoio de força neste momento difícil, aos médicos do Hospital Aroldo Tourinho que desde o início desta batalha não deixou de assistir o caso da minha mãe com tamanho cuidado e carinho. Agradecemos a todos envolvidos do hospital, enfermeiros, médicos, funcionários e diretores. Somos profundamente gratos pelo cuidado e qualidade do que tem sido feito para salvar Dona Rita.Somos gratos também por ter a comprovação do apoio e solidariedade de todos aqueles que estão ajudando nas doações e/ou conseguindo doadores de sangue.

Aos colegas jornalistas! E foram muitos! Que atenderam o meu apelo e o da minha família! Aos que com preces, oram pela cura de minha mãe. Peço que não deixem de ajudar! Continuem a encontrar doadores.Para doar o sangue para Dona Rita é necessário apresentar o seu nome no ato da doação (ALEXANDRINA RITA FERNANDES DE PAULA) e o hospital onde ela se encontra (CTI do HOSPITAL AROLDO TOURINHO). O Hemocentro Regional de Montes Claros funciona na Rua Urbino Viana, 640 - Vila Guilhermina. Outras informações (38) 3218-7800.

Para fazer a doação de sangue, a pessoa deve ter idade entre 18 e 65 anos, precisa pesar acima de 50 kg, estar com boa saúde, não possa ter tomado vacina contra sarampo nas últimas três semanas, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas, e ter dormido bem na noite anterior (no mínimo 6 horas de sono). É necessário apresentar documento original de identidade com foto. O candidato à doação não pode: estar gripado ou com febre (liberado para doação 7 dias após cura), ter tido hepatite após os 10 anos de idade, estar exposto à situação de risco (múltiplos parceiros sexuais, uso de drogas, ter como parceiro sexual um portador do vírus da AIDS), apresentar ferimento ainda não cicatrizado, ter sido submetido à cirurgia de grande porte nos últimos 6 meses ou de pequeno porte nos últimos 3 meses, ter sido submetido a exame de endoscopia ou broncoscopia nos últimos 12 meses, estar em tratamento para pressão alta, ter tido dengue nos últimos 30 dias, ter sido submetido a tratamento dentário a menos de 15 dias, ter tido problema de saúde recente, ter feito tatuagem ou colocado piercing a menos de um ano, ter tomado vacina no último mês, ter história de anemia recente, ser diabético, ter recebido transfusão de sangue a menos de 10 anos, estar fazendo ou ter feito uso de medicamentos.

Eternamente grato,

* Jornalista

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Lula e a Vale

Não deixa de ser interessante o debate que ora ocorre, por conta da insatisfação pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a Vale. Como não poderia deixar de ser, a discussão tomou rumos políticos. A revista Veja, por exemplo - representante primorosa da mídia conservadora -soltou na edição desta semana matéria com o sugestivo título "PT quer engolir a Vale". A linha da reportagem aponta para suposta estratégia do governo Lula de iniciar uma reestatização da companhia a partir de seu controle acionário. A pessoa escolhida para tal façanha seria o empresário Eike Batista - ex-marido da atriz Luma de Oliveira e conhecido pela ousadia nos negócios e discurso nacionalista - que, entretanto, deu para trás, assim que, segundo a revista, percebeu a intenção de envolver a Vale na campanha da pré-candidata da situação, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República.

Pois bem. A versão que se dá para os fatos peca em momentos cruciais, que certamente levariam o leitor à maior reflexão sobre o assunto. Um deles refere-se aos detalhes da privatização da companhia, ocorrida de forma obscura e que, até hoje, é alvo de desconfiança e protesto. Isso porque o então presidente Fernando Henrique Cardoso - um dos caciques do PSDB que tenta a todo custo intervir no processo eleitoral, com apoio irrestrito a candidato de seu partido, obviamente movido pelo mesmo apetite privatista - aceitou vender a Vale do Rio Doce com base apenas na infraestrutura, desprezando o valor potencial das reservas de minério de ferro. Resultado: a transação saiu a preço de banana para o Consórcio Brasil, que adquiriu o controle acionário pela bagatela de US$ 3,3 bilhões - na época subsidiado aos compradores via Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) -, equivalente a parte do lucro trimestral atual da empresa, avaliada recentemente em espantosos US$ 196 bilhões. O martelo foi batido no dia 6 de maio de 1997, quando a produção anual era de 114 milhões de toneladas de minério de ferro.

Após sair das mãos do Estado, a Vale recebeu pesados investimentos, principalmente devido ao aumento de preço do minério de ferro, que fez o lucro anual pular de US$ 500 milhões em 1996 para US$ 12 bilhões em 2006. São números que falam por si e dispensam análises fantasiosas na direção de vantagens para o Brasil. Argumentos do tipo elevação de contratações: de 13 mil em 1996 para 41 mil dez anos depois ou, ainda, pagamento de US$ 2 bilhões em impostos, em 2005.

Mas a questão central desta postagem visa mais ao imbróglio eleitoral a que querem transformar o problema. Voltando a focar a reportagem de Veja, a relação amistosa da Vale com o presidente Lula, graças à intermediação do então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que caiu em desgraça após ter sido apontado como mentor do mensalão, esquema para coagir parlamentares a votar projetos de interesse do governo. Depois da queda de Dirceu, em 2005, conforme a revista, os afagos continuaram até a deflagração da violenta crise econômica internacional, no 2º semestre do ano passado, que afetou grandes empresas, inclusive a Vale, onde houve 1.500 demissões. Além disso, o presidente Lula questiona a redução de investimentos de longo prazo no país, como o Pólo Siderúrgico de Marabá, avaliado em US$ 5 bilhões. A Globo OnLine sinaliza que "a gota d'água foi a campanha publicitária levada ao ar recentemente pela Vale, na qual destaca seu papel como empregadora e investidora no Brasil". A propaganda foi recebida como "bate-boca público" com Lula.

Outro ponto que a reportagem de Veja sequer menciona é o contexto da privatização da antiga Vale do Rio Doce, nascida em 1942, sob a tutela do governo Getúlio Vargas. Em 67 anos de história, a companhia tornou-se a maior empresa de mineração diversificada do país e das Américas, presente em 14 estados brasileiros e nos cinco continentes. Trata-se da maior empresa privada nacional. Pois bem. No período em que passou para mãos privadas, havia no mundo uma euforia quanto aos benefício da Globalização, processo que tem como marco inicial 1990, com o aprofundamento das relações econômicas, sociais, culturais e políticas. O fenômeno só foi possível a partir do desenvolvimento extraordinário dos veículos de comunicação, que diminuíram consideravelmente as distâncias. O ufanismo em torno da Globalização, entretanto, pertence ao passado, em especial porque seu advento beneficiou drasticamente as megafusões, interferiu na soberania dos Estados e aumentou os riscos das transações financeiras, agora realizados mundialmente. A crise econômica internacional, que estourou em setembro de 2008, é fruto da Globalização, que estimula aplicações em papéis, dinheiro fácil e, claro, traz consigo riscos absurdos, tal qual aquele que derrubou economias antes sólidas. Estados Unidos, Alemanha e Japão são alguns exemplos.

Então, discutir acerca da Vale, sem abordagens como essas significa desprezar a inteligência do público. Quanto a Lula, há que se considerar sua coragem de mexer em vespeiro, em colocar na pauta do dia assuntos indigestos que, creio, outros governos definitivamente não fariam. Agora mesmo, o presidente autorizou a taxação em 2% do capital estrangeiro que entra no Brasil. O objetivo é evitar especulação. Lula está errado? Claro que não.

Foto: Folha OnLine

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ministro acusa oposição de hipocrisia e convida seus congressistas para visita a obras do Velho Chico

O blog Josias de Souza - Nos bastidores do poder lança interessante post. Veicula entrevista feita ontem à noite com o ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima que, a propósito, aproveitou a oportunidade para antecipar uma pérola: convidará formalmente líderes da oposição para visita às obras da transposição das águas do rio São Francisco, que, de quarta a sexta-feira, recebeu comitiva presidencial.

O fato mereceu fortes críticas do PSDB e do DEM, que acusaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de antecipar a campanha eleitoral. O mal humor dos tucanos teve dois nomes: a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata natural de Lula, e o deputado federal Ciro Gomes, pré-candidato, também da base governista. Ambos demonstraram afinidade durante a viagem. A intenção de Lula é que Ciro concorra ao governo de São Paulo e deixe o governo com apenas um candidato, no caso Dilma.

Então, Geddel, que afirma ter recebido carta branca de Lula para a ousadia. Convidará congressistas do PSDB e do DEM para integrarem outra caravana a obras da transposição das águas do Velho Chico.

Mais. Geddel voltou a afirmar que a viagem foi “de trabalho” e que a oposição usa de hipocrisia ao espernear tanto. “Todo ato público, administrativo, sempre vai gerar dividendo eleitoral. Vamos rasgar a fantasia da hipocrisia...”, disparou o ministro, que completou: “...Quem está na vida pública e participa de eleições evidentemente deseja que seus atos administrativos caiam no gosto da população”.

Algo bastante plausível! Eu acho!!!

Quem desejar ler a íntegra da matéria e os comentários mordazes de Geddel, acesse o blog do Josias.

domingo, 18 de outubro de 2009

Volta do mata-mata no Brasileirão assombra bom senso

Acabo de ler no blog BH Futebol Clube, do Portal UAI, que a Globo vai propor à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a volta do mata-mata no Brasileirão. Segundo informa o jornalista Juca Kfouri, a proposta seria a seguinte:

"Torneio em pontos corridos, em dois turnos, todos contra todos. Os três primeiros garantem vagas na Libertadores. Para se apurar o campeão, no entanto, um mata-mata entre os oito primeiros. Caso um dos três primeiros da fase dos pontos corridos ganhe o título, o quarto fica com a outra vaga da Libertadores. Caso o campeão venha a ser o quinto, o sexto, o sétimo ou o oitavo, este fica com a vaga."

Nem é preciso dizer que tal sugestão, se é que é verdade a notícia, significará, caso seja acatada, violento revés para o futebol profissional. O sistema de pontos corridos, claro, faz mais justiça aos clubes que se preparam para a maratona de jogos de um dos maiores campeonatos do mundo. O mata-mata esfumaça com campanhas inteiras.

Só a título de exemplo, lembro-me de um campeonato nacional, ainda sob o mata-mata, em que o Cruzeiro, líder absoluto, enfrentou ninguém menos que o arquirrival Atlético, então na décima colocação. Resultado: o Galo bateu a Raposa e seguiu adiante. Os celestes! Bem, os azuis amargaram a desclassificação, após brilhante atuação na maior parte do certame.

Então, o mata-mata, para o Brasileirão, é retrocesso, sobretudo por se tratar de torneio muito longo e cansativo. Os pontos corridos, ao contrário, premiam o melhor time.

Já pensou se o mata-mata retornar e um jogo como o último entre Cruzeiro e Palmeiras, no Mineirão, entrar no esquema? Ora, todos hão de recordar que o juiz, penalizado e liberado para apitar apenas partidas da Segundona, após o grito do presidente Zezé Perrela, errou absurdamente. Deixou de marcar, no mínimo, dois pênaltis para os celestes, que acabaram derrotados. Três pontos valiosíssimos jogados ao vento e que, hoje, na atual conjuntura futebolística nacional, colocariam o Cruzeirão, na hipótese de vitória, com 48 pontos, na 5ª posição, à frente do Goiás, com 46.

Após a rodada deste final de semana, o Cruzeiro ficou mesmo em 7º lugar, com 45 pontos. Pois é!

Dom Quixote, não o de Cervantes

Dom Quixote De la Mancha é personagem antológico da literatura. Seu criador, o escritor espanhol Miguel de Cervantes, descreve um homem já de certa idade que, aos poucos, perde a razão. E assim ocorre porque confunde realidade e ficção, no caso romances de cavalaria, àquela altura, nos idos iniciais dos anos 1600, em franco declínio.

Dom Quixote, sempre com o fiel escudeiro Sancho Pança e montado no cavalo Rocinante, representa bem o patético, a insanidade de se imaginar algo que não é, de acreditar em situações inexistentes. Daí o ataque a moinhos de vento, como se inimigos fossem.

Pois bem. Aproxima-se 2010, ano eleitoral. Que nós, pobres cidadãos mortais, tomemos cuidado com os Dons Quixotes da política tresloucada do Brasil.

"Lula, o filho do Brasil" estreia em janeiro



Previsto para ser lançado no dia 1º de janeiro de 2010, na condição de maior evento do gênero no país, o filme "Lula, o filho do Brasil" promete tirar o sono de muita gente. Isso porque a produção orçada em R$ 12 milhões chega ao mercado em pleno ano eleitoral e embalado pela popularidade impressionante do atual mandatário da nação. Como se sabe, Lula já tem candidato à sua sucessão: a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que certamente herdará muitos votos do ilustre padrinho.

A trama narra desde o nascimento o ex-torneiro mecânico, no agreste pernambucano, até a morte de sua mãe, quando estava preso, acusado de liderar greves no ABC Paulista. Trata-se dos primeiros 35 anos da vida do presidente, segundo Bruno Wainer, presidente da Downtown Filmes, que, junto da Europa Filmes, é responsável pela distribuição.

Na edição de hoje de "O Estado de S. Paulo", a jornalista Julia Duailibi informa que a estreia ocorrerá em mais de 400 salas. Oitenta e oito delas fora do circuito convencional. Tudo para que a película seja acessível a públicos populares que, normalmente, não frequentam as salas de cinema tradicionais. Serão 19 salas do Nordeste, em cidades como Alagoinhas e Santo Antonio de Jesus, na Bahia, Maracanaú, no Ceará, e São Lourenço da Mata, Pernambuco. Também devem receber cópias as capitais Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Palmas (TO) e Macapá (AP). Isso, sem contar a cidade de Garanhuns, na região onde nasceu Lula.

Com direção de Fábio Barreto, o longa-metragem conta a história do "homem que passou a juventude na miséria, bebendo água da mesma calha que o gado, muitas vezes comendo apenas café misturado com farinha". "Não é só a miséria dele, mas a de muitos brasileiros", completou o cineasta.

Ator que faz o papel de Lula, Rui Ricardo deixa claro em matéria veiculada no "O Globo Cultura" que o filme não é baseado na trajetória política do presidente. O que não deixa de ser um pena, pois a escalada esfuziante de Lula rumo à Presidência da República redundou num governo brilhante. É a história de "um homem simples que superou a tragédia e negou as estatísticas. (...) A vida de Lula se parece com uma obra de ficção e prova que qualquer brasileiro, mesmo sem educação, dinheiro ou apoio, pode se tornar um homem extraordinário", elogiou.

No elenco, pesos pesados como Glória e Cléo Pires e Lucélia Santos, entre outros.

"Deus é amor, mas também é humor" até novembro

O Grupo Arte prorrogou por duas semanas a atual temporada da peça teatral "Deus é amor, mas também é humor". Desde 25 de setembro que o público pode deliciar-se com o espetáculo, que segue em cartaz até 8 de novembro. A iniciativa do grupo Arte já esteve na cidade, com absoluto sucesso, no segundo semestre de 2008. Segundo o autor, diretor e ator Cláudio Prates, “foram 36 apresentações (duas no Centro Cultural, 30 no Colégio Marista São José e quatro na Paróquia São Sebastião), para um público de mais de dez mil pessoas.

Para a temporada 2009 estão previstas inicialmente apresentações, de sexta-feira a domingo, sempre às 21 horas, na Sala Geraldo Freire (anexo à Câmara Municipal). A novidade é que, além de entreter, fazer rir e de evangelizar, o espetáculo chega com a roupagem do projeto social “Deus é amor, mas também é humor”: arte itinerante transformando vidas”.

CARENTES – O funcionário público Cláudio Prates explica que, após a atual temporada, “o projeto será levado às comunidades carentes de Montes Claros, com o objetivo de envolver, com arte e cultura, a juventude local em situação de risco ante às crescentes criminalidade e violência”. Ele próprio conta que tem “realizado, nos últimos anos, em Montes Claros e no Norte de Minas, um trabalho voltado para a prevenção ao uso de drogas, através das minhas atividades profissionais e como membro do Conselho Municipal Antidrogas”.

AVALIAÇÃO – Cláudio, que já foi coordenador da Renovação Carismática Católica na Arquidiocese de Montes Claros, esclarece ainda que o texto, antes de ser encenado, “foi submetido à avaliação de sacerdotes”. Lembra que “dezenas de padres, pastores evangélicos e líderes da Igreja assistiram ao espetáculo”. “Não encontrei uma única pessoa para criticar o texto ou dizer que o mesmo contém algum erro teológico ou desrespeito às Escrituras Sagradas. O humor está apenas na visão humana do texto. No que se refere ao sagrado é mantido o respeito e a reverência”, conclui ao revelar que o “muitíssimo bem humorado” Arcebispo Metropolitano Dom José Alberto Moura comprometeu-se a fazer parte da plateia numa das apresentações de “Deus é amor... mas também é humor”.

"Te amarei pra sempre", o sonho de dominar o tempo

Pela sinopse, logo se percebe que "Te amarei pra sempre" possui ingrediente irresistível o suficiente para chamar atenção: a quebra da hegemonia do tempo, que leva o homem a capitular diante do inexorável. Trata-se de um tema fascinante que, em qualquer época, tem lugar garantido justamente porque leva o cinéfilo a aventar, ainda que por esquálidos momentos, a possibilidade de controle temporal e assim, quem sabe, debelar o envelhecimento e a morte, terríveis inimigos da existência humana.

Segue a sinopse transcrita do MSN Entretenimento: "Quando tinha apenas seis anos, Clare Abshire (Rachel McAdams) conheceu o grande amor de sua vida. Tudo o que ela sabia do misterioso Henry DeTamble (Eric Bana), era que ele viajava no tempo, e que se quisesse vê-lo novamente, teria que ir para o mesmo local em uma data específica, e ele surgiria por alguns minutos, mas logo iria embora.À medida que vai crescendo, Clare se apaixona cada vez mais por aquele estranho homem, até que o conhece no tempo presente. A relação entre os dois se torna cada vez mais séria e eles decidem se casar. Porém, logo ela percebe que as viagens de Henry não são propositais. Ele sofre de uma doença genética que o faz viajar no tempo sempre que está em um estado de grande estresse.Dirigido pelo alemão Robert Schwentke, de Plano de Voo, a ficção científica Te Amarei Para Sempre é baseado no livro de Audrey Niffenegger. Os direitos sobre a obra foram comprados pelo então casal Brad Pitt, que produz o filme, e Jennifer Aniston. Antes de encontrarem Schwentke, foram cogitados outros diretores para levar a história para as telas, dentre eles Steven Spielberg, Gus Van Sant e David Fincher."

A direção é de Robert Schwentke. No elenco, Michelle Nolden, Alex Ferris e Arliss Howard. Estreou no Brasil sexta-feira, 16 de outubro.