quarta-feira, 27 de julho de 2011

Desespero de ocasião


Se por um lado a velha mídia do eixo Rio-São Paulo insufla a população brasileira, sobretudo os jovens, a se rebelar contra o governo da presidente Dilma Roussef, sob o argumento da corrupção, especialmente no Ministério dos Transportes, de outro tenta alavancar candidatura da oposição para as eleições de 2014.
Enquanto a primeira ação cai no vazio da indiferença, o segundo ato almeja concretizar alianças políticas que, embora teoricamente inadmissíveis, até pelo passado dos protagonistas - cacique do PSDB, ligado ao reacionário grupo neoliberal, e a mais nova representante dos sem-sigla, que já foi símbolo de bravura contra o "status quo" -, pode virar realidade. E o motivo é simples: oportunismo, tão comum no universo político do Brasil onde ideologia não tem o menor peso ou importância. Daí que, neste cenário, catraca de caminhão equivale a biscoito fofão.
Resta saber se o bravo povo brasileiro, que não cedeu às artimanhas da imprensa avessa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, em outubro de 2010, elegeu a candidata do Planalto ao mais alto posto da nação tupiniquim, engulirá a tramoia, os acertos espúrios de bastidor.
Mas o que chama a atenção é a ex-verde que, então candidata à Presidência no mesmo pleito, ressurgiu das cinzas e levou o embate para o 2º turno, entre Dilma e Serra. Não apoiou oficialmente nenhum dos postulantes, apesar de ser encarada, na época, como espécie de "tampão" da candidatura do tucano. O boato maculou a biografia da ex-verde que, agora, corre risco semelhante.
Tomara seja apenas conversa fiada, desespero de ocasião, vez que a presidente Dilma tem superado todas as expectativas, mormente no que se refere ao esforço descomunal de combater a praga da corrupção. Atitude que, reconhece a própria Folha de S. Paulo, um dos ícones de resistência ao PT, nem Fernando Henrique Cardoso nem Lula tiveram coragem de ter.

1 comentários:

Alsan180 disse...

Corrupção sempre existiu, a diferença é que do governo Lula pra cá, passou se a investigar e punir, por isso parece que aumentou, mas na verdade é mesma coisa desde a época do império