quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A mídia covarde


Hoje, mais do que nunca, o Brasil precisa respaldar o projeto de regulação da mídia. Não se trata de censura, mas de estabelecer parâmetros visando à democracia no setor. Não se pode aceitar o comportamento mesquinho e achincalhado dos grandes grupos que concentram os meios de comunicação nas mãos. Acham-se no direito de intervir no governo, vangloriam-se de derrubar ministros ao mesmo tempo em que blindam seus protegidos sem qualquer pudor.
O objetivo é eleger o próximo presidente da República. A sorte é que a oposição carece de líderes carismáticos que realmente tenham empatia com o povo. No fundo, esses políticos ultraconservadores perderam-se no tempo com um discurso empoeirado que nada oferece ao brasileiro trabalhador e honesto. Levantam bandeiras toscas, recheadas de hipocrisia. São pálidos e desidratados.
Felizmente, a população há muito deixou de ser refém dessa mídia covarde. A prova foram as últimas eleições. Por mais que Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, Globo e Veja, principalmente, tentassem sabotar a democracia com manchetes sob medida para uso do candidato derrotado, o tucano José Serra, os brasileiros preferiram apostar na candidata do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Escolheram certo, pois, apesar de todo esse fogo cruzado, que se esquece de também chamuscar as gestões tucanas, igualmente ou mais enlameadas, a atual mandatária do país dá mostras de firmeza e serenidade.

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